Este blog foi feito, para falar um pouco da minha vida e expressar minha opinião, sobre os assuntos da atualidade.
sexta-feira, 9 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, Neusa manda padre Reginaldo sair de sua casa.
Neusa: Agora, saia.
Padre Reginaldo: Boa noite.
Neusa: Boa noite.
Amanhece em Jerusalém. Isabela e Rodrigo conversam na rua.
Isabela: Onde você estava que você não veio se encontrar comigo?
Rodrigo: Eu estava em Jerusalém, na minha casa.
Isabela: Você sabe o caminho?
Rodrigo: Para ir e para voltar eu fui acompanhado com outros homens, pois eu não sei o caminho.
Isabela: Rodrigo, eu estou morando na casa da minha prima.
Rodrigo: O que aconteceu?
Isabela: Os católicos queimaram a minha casa!
Rodrigo: Eles não podiam ter feito isso!
Isabela: Essa tragédia até me favoreceu, por causa dela eu e a minha prima voltamos a conversar.
Rodrigo: Por qual motivo vocês não estavam conversando?
Isabela: Por causa de você, à Maria achava que eu tínha tomado você dela, pois foi ela que te conheceu primeiro!
Rodrigo: Por mim? Eu não sabia que à Maria gostava de mim.
Isabela: Ela não gosta, ela quer todos os homens para ela, ela não se contenta só com um, por isso ela está se relacionando com dois homens!
Rodrigo: Ela está se relacionando com dois homens?
Isabela: Isso mesmo que você escutou, ela está se relacionando com dois homens, mesmo assim ela acha pouco, por isso que ela queria se relacionar com você também, para aumentar o número de homens para ela!
Rodrigo: Vamos falar de nós dois agora, Isabela. Cada dia que passa, mais eu estou te amando!
Isabela: Eu também sinto a mesma coisa, eu te amo profundamente, Rodrigo! No primeiro dia que eu te vi, eu me senti atraída por você, depois que eu cometi um pecado com você, de nós termos beijado na boca, eu comecei a senti paixão por você, depois nós começamos a nos encontrar algumas vezes, no decorrer desses encontros, eu começei a sentir amor por você!
Rodrigo: Isabela, que lindo o que você falou agora, eu não preciso complementar mais nada do que você falou, aconteceu a mesma situação comigo!
Rodrigo tenta beijá-la na boca, mas ela não permite.
Isabela: Agora só vai acontecer beijos na boca, depois do casamento.
Marcelo vai até a casa de Maria, para visitá-la.
Marcelo: Que saudades eu estava sentido de você, Maria.
Maria: Eu também estava sentindo saudades de você, Marcelo. Marcelo, nós precisamos tomar cuidado agora. A minha prima e o meu tio estão morando aqui, os católicos queimaram a casa deles, você não vai poder me visitar quando o meu tio estiver aqui, durante esses dias você pode me visitar, pois o meu tio está lutando contra os católicos, eu e a minha prima estamos sozinhas nessa casa, enquando o meu tio estiver lutando.
Marcelo: Não se preocupe, meu amor, eu vou ter cuidado em relação as minhas visitas.
Maria: Mas agora, você não precisa ter cuidados comigo, você pode me abusar o quanto quiser, vamos aproveitar que a minha prima não está aqui. Marcelo, me beija, e me beija muito.
Padeceu está vigiando a loja de Marcelo, enquanto ele não chega. Luís chega na loja de Marcelo.
Luís: Onde está o meu pai, Padeceu?
Padeceu: Ele não falou para onde ía, só falou para eu ficar aqui na loja dele até ele voltar.
Luís: Deve que ele chega antes do almoço. Tchau, Padeceu, estou indo converter mulçumanos na guerra!
Em São João D' Acre, Regina vai até a igreja, para se encontrar com padre Ricardo.
Regina: Sua benção, padre.
Padre Ricardo: Deus, te abençoe. O que a senhora deseja?
Regina: Me confessar.
Padre Ricardo: Vamos para uma sala reservada, para à senhora se confessar mais reservadamente.
Eles chegam na sala. Os dois se sentam em cadeiras próximas uma da outra.
Regina: Padre, o José não me trata como deveria a noite.
Padre Ricardo: Como assim?
Regina: Padre, nós nunca fizemos amor.
Padre Ricardo: Nunca? Vocês se casaram, e até agora não fizeram amor?
Regina: Isso, mas é por culpa dele, ele não quer fazer, por isso, eu estou quase praticando o adultério, mas eu não quero cometer esse pecado, mas está sendo mais forte do que eu. E, padre, eu não concordo dos padres não poderem se relacionar com uma mulher!
Regina passa seus pés pelas pernas de padre Ricardo. Padre Ricardo envolvido pela sedução de Regina, dá um beijo na boca dela.
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Segunda, mais um capítulo às 17:15.
quinta-feira, 8 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, Padre Roberto pergunta para Pedro se foi ele que libertou à Odete da prisão.
Padre Roberto: Isso eu vou perguntar para ele. Pedro, o senhor libertou aquela bruxa da prisão?
Pedro: Assim o senhor me ofende!
Padre Roberto: Eu te fiz uma pergunta, não vai responder?
Pedro: Não, não fui eu que libertei à Odete da prisão, eu nem conheço ela!
Padre Roberto: Não minta, Pedro, se você estiver mentindo, vai ser pior, as consequências vão ser gravíssimas para o senhor.
Pedro: Não estou mentindo, padre!
Padre Roberto: Nós vamos investigar os depoimentos dos guardas e das pessoas que estavam próximas da prisão, no momento em que à bruxa fugiu. Depois de finalizadas as investigações, veremos se foi o senhor que libertou aquela bruxa. Se concluirmos que foi o senhor que libertou à Odete, o senhor será preso. Uma boa noite para os senhores.
Padre Reginaldo vai até a casa de Neusa.
Neusa: Padre Reginaldo, o que o senhor veio fazer aqui? Já está um pouco tarde para visitas.
Padre Reginaldo: Vim desfrutar da senhora, Neusa.
Neusa: Como assim, padre?
Padre Reginaldo beija na boca de Neusa à força, sem o consentimento dela. Ele começa a beijar seu corpo, mas Neusa o interrompe.
Neusa: Padre Reginaldo, o que o senhor está fazendo? O senhor é um nojento, pare de me beijar agora!
Padre Reginaldo: Não gostou? Eu estava adorando beijar seu corpo.
Neusa: Mas o senhor não perguntou se eu queria, e aliás o senhor é um padre, não pode ficar fazendo uma coisa dessas, o senhor prometeu que ía tentar me esquecer! E o que o senhor fez agora, não é amor, esse sentimento que o senhor diz que sente por mim, isso foi um modo do senhor se aproveitar de mim! Saia daqui, padre.
Padre Reginaldo: Eu saio, mas antes eu tenho que falar uma coisa para à senhora. Eu sou padre, à senhora tem que me respeitar e tem que ser submissa as minhas atitudes em relação à senhora!
Neusa: Agora, saia.
Padre Reginaldo: Boa noite.
Neusa: Boa noite.
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.
quarta-feira, 7 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, na casa onde Odete está morando, Odete e Pedro conversam, até que eles ouvem alguém batendo na porta.
Odete: Pedro, quem será?
Pedro: É melhor a senhora se esconder.
Odete se esconde em um quarto.
Pedro caminha em direção a porta para abri-la.
Pedro: Regina?
Regina: O que você está fazendo na minha antiga casa?
Pedro: Eu e a minha mãe brigamos, por isso eu vim para essa casa, eu pensei que ela não tínha dono. Mas se à senhora já morou nessa casa, qual o motivo da senhora ter batido na porta?
Regina: Eu pensei que estava algum empregado do José nessa casa. Eu falei para os meus empregados, que quando eles pudessem vir para essa casa, era para eles arrumarem ela.
Pedro: Não precisa, se quiser, eu arrumo. Eu gosto de arrumar casas, e ajudar às pessoas.
Regina: Mas eu tenho empregados, e eu não quero pagar mais uma pessoa para trabalhar para mim.
Pedro: Eu faço de graça, eu posso pedir um favor para à senhora?
Regina: Peça.
Pedro: Eu posso morar nessa casa, enquanto à senhora não precisar dela?
Regina: Pode, mas não desarrume essa casa.
Pedro: Pode deixar.
Regina: Então eu vou indo, uma boa tarde.
Pedro: Boa tarde.
Anoitece em São João D' Acre. Regino e Sueli recebem a visita do padre Roberto em sua casa.
Sueli: Sua benção, padre.
Regino: Sua benção, padre.
Padre Roberto: Deus, abençoai-os.
Regino: Qual o motivo que trouxe o senhor aqui?
Padre Roberto: Seu filho, Pedro. Chama ele para mim, eu quero conversar com a presença dele também.
Sueli: Tínha que ser o Pedro!
Sueli vai até o quarto dele, para chamá-lo.
Sueli volta com Pedro para a cozinha, local onde Regino e padre Roberto estão.
Regino: O que ele aprontou dessa vez, padre?
Padre Roberto: Os guardas da prisão e às pessoas que estavam na rua perto da prisão, falaram que foi o filho de vocês junto com outros homens que libertaram à Odete.
Sueli: O senhor acreditou neles ainda, padre?
Padre Roberto: Sueli, eu tenho um motivo para acreditar neles, eles estavam perto da prisão.
Sueli: Padre, talvez eles não conhecem o meu filho!
Padre Roberto: Sueli, todo mundo nessa cidade conhece a sua família.
Sueli: Mas eu tenho certeza, que não foi o meu filho que libertou aquela bruxa da prisão!
Padre Roberto: Isso eu vou perguntar para ele. Pedro, o senhor libertou aquela bruxa da prisão?
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.
terça-feira, 6 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, na casa de Olívia, Lúcio e Olívia conversam.
Olívia: Lúcio, sua mãe te viu aqui em casa?
Lúcio: Viu, infelizmente! Ela bateu na porta e fui eu que atendi.
Olívia: Lúcio, eu falei para você não abrir a porta para ninguém, pode deixar que isso eu faço!
Lúcio: Mas você não estava em casa.
Olívia: Mesmo assim, não é para você abrir a porta para ninguém!
Lúcio: Como você ficou sabendo que a minha mãe veio aqui?
Olívia: Foi ela que me contou, ela me viu na rua, e me contou que ela veio aqui em casa, e ainda falou para eu deixar você ir para a peregrinação!
Lúcio: A minha mãe não tem jeito mesmo!
Em casa, Ana e Paulo conversam.
Ana: Paulo, a sua tia já foi enterrada, e você continua triste pensando nela?
Paulo: Continuo sim, ela era muito importante para mim, Ana.
Ana: Paulo, o meu pai me deserdou!
Paulo: Por qual razão?
Ana: Eu me casei com trajes mulçumanos, foi por isso que ele me deserdou!
Paulo: Ele não devia ter feito isso, só por causa daqueles trajes mulçumanos que você vestiu para casar, ele decidi tomar uma atitude dessas! Eu vou falar com ele, vou tentar fazer o seu pai mudar de ideia.
Ana: Não precisa, eu falei para ele que eu nunca mais quero vê-lo, e ele não vai mudar de ideia em relação a isso!
Na casa onde Odete está morando, Odete e Pedro conversam, até que eles ouvem alguém batendo na porta.
Odete: Pedro, quem será?
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.
segunda-feira, 5 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, Sueli chega brava em casa, e se dirige para o quarto de Pedro.
Sueli: Pedro, o padre Roberto disse que os guardas da prisão e algumas pessoas que estavam na rua, disseram que você junto com outros homens que libertaram à Odete da prisão! É verdade?
Pedro: É mentira, mãe! Eu não libertei ninguém da prisão.
Sueli: Pedro, não minta, você é muito suspeito, você saiu de casa e demorou dias para voltar! É possível que você tenha ido para Jeusalém, para procurar ajuda para libertar aquela bruxa!
Pedro: Mãe, eu já falei os meus motivos de ter saído de casa!
Sueli: Mas não me convenceu!
Pedro: Eu não quero discutir com a senhora, a senhora acredite em quem quiser, no seu filho ou nos padres!
José chega na casa de Ana, e fala para Paulo chamá-la, pois ele quer conversar com ela.
José: Boa tarde, filha.
Ana: Sua benção, pai.
José: Deus, te abençoe.
Ana: Pai, o que o senhor quer falar comigo?
José: Filha, você lembra o que você fez no seu casamento?
Ana: Não!
José: Vou lembrá-la. Você casou com trajes mulçumanos, isso me constrangeu demais perante os padres e os convidados!
Ana: Pai, o senhor falando nessa ocasião de novo?
José: Tenho que falar, pois eu não esqueci dessa ocasião vergonhosa, por causa da sua loucura, os padres desde aquele dia não conversaram comigo mais!
Ana: Não se preocupe, eles não conversaram ainda com o senhor, por causa que a cidade não enfrentou problemas para resolver durante esse período.
José: Ana, o que eu vou comunicá-la agora, vai ser com muita tristeza que eu vou fazer isso, mas eu tive que fazer, por causa do que você fez, de ter se casado com trajes mulçumanos, envergonhando eu, padres e convidados, por isso você está deserdada.
Ana: Quer dizer que quando o senhor morrer, eu não vou receber nada de herança?
José: Isso mesmo, foi muito difícil para mim decidir isso, mas era minha obrigação como católico e amigo dos padres tomar uma decisão dessas.
Ana chorando fala:
Ana: Pai, sai daqui, eu nunca mais quero ver o senhor, como o senhor tem coragem de fazer isso com a sua filha? Eu sei a resposta, o senhor se importa mais com o que os padres e os católicos pensam, o senhor nunca gostou de mim, por causa que eu não queria ser católica, e sim mulçumana, igual à minha mãe!
José: Eu gosto de você sim, Ana, mas você não merece o meu amor, pois você que não gosta de mim, nunca me deu atenção, nunca me respeitou, e essa última rebeldia sua, extrapolou os limites!
Ana: Pai, sai daqui, eu não quero ver o senhor nunca mais! Eu não te considero mais como meu pai!
José: Ana, pode deixar, eu já estou indo. Uma boa tarde.
Ana grita:
Ana: Sai!
Na casa de Olívia, Lúcio e Olívia conversam.
Olívia: Lúcio, sua mãe te viu aqui em casa?
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 16:15.
sexta-feira, 2 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, amanhece em São João D' Acre. Sueli bate na porta da casa de Olívia, e Lúcio vai atendê-la.
Lúcio: Mãe?
Sueli: Lúcio, o que você está fazendo aqui? Você não tínha que estar na peregrinação em Jerusalém?
Lúcio: Mãe, eu estava em Jerusalém, mas eu decidi voltar para fica alguns dias aqui, eu estava sentindo muita saudade da Olívia.
Sueli: Mas você sabe o caminho para voltar?
Lúcio: Eu vim com alguns homens.
Sueli: Filho, não seja influenciado por essa mulher, não se esqueça de voltar para Jerusalém.
Lúcio: Pode deixar, mãe.
Sueli: Vou voltar para minha casa, eu já ía me esquecendo, o seu irmão já voltou para casa, ele disse que estava passeando para esquecer um pouco essa cidade que só tem injustiça. Você sabe, o seu irmão está muito rebelde! Vou indo então, até mais, filho.
Lúcio: Sua benção, mãe.
Sueli: Deus, te abençoe.
A empregada da casa de José vai até o Rodrigo, para falar com ele.
Empregada: Tem uma mulher lá fora querendo conversar com o senhor.
Rodrigo: Ela não disse o nome dela?
Empregada: Não.
Rodrigo se dirige para o lado exterior de sua casa, para encontrar com a mulher que quer conversar com ele.
Rodrigo: O que a senhora deseja comigo?
Ela tira o véu que estava cobrindo o seu rosto.
Rodrigo: Mãe?
Aparecida: Sou eu, filho, eu estava morrendo de saudades de você.
Rodrigo: Mãe, a senhora não era para ter vindo aqui, se o meu pai ver a senhora, ele manda prendê-la! Como à senhora conseguiu chegar aqui?
Aparecida: Isso não importa, o que importa, é você saber que eu te amo, e que eu sempre te amarei.
Rodrigo: Mãe, eu também te amo, mas a senhora não poderia ter enganado o meu pai!
Aparecida: Filho, tenta me entender, eu amo o seu pai, e para que eu casasse com ele, eu tínha que ter mentido, se eu tivesse contado que eu sou mulçumana, ele não teria casado comigo.
Rodrigo: Mas não adiantou nada, depois ele acabou descobrindo que a senhora é mulçumana, e por isso ele se separou da senhora! Mãe, é melhor a senhora ir embora, eu adorei te encontrar, mas para o seu bem, é melhor a senhora ir.
Aparecida: É melhor mesmo, mas antes, você me dá um abraço?
Rodrigo: Claro.
Os dois se abraçam.
Aparecida: Até mais, se cuida, filho.
Rodrigo: Sua benção, mãe.
Aparecida: Deus, te abençoe.
Rodrigo entra para o interior de sua casa, e Regina lhe faz uma pergunta:
Regina: Quem era aquela mulher?
Rodrigo: A senhora não conta para ninguém, nem para o meu pai, era a minha mãe.
Regina: O que ela queria conversar com você?
Rodrigo: Ela veio me vê, ela falou que estava com saudades de mim.
Regina: Pode deixar, Rodrigo, eu não vou contar para ninguém.
Sueli chega brava em casa, e se dirige para o quarto de Pedro.
Sueli: Pedro, o padre Roberto disse que os guardas da prisão e algumas pessoas que estavam na rua, disseram que você junto com outros homens que libertaram à Odete da prisão! É verdade?
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Segunda, mais um capítulo às 16:15.
quinta-feira, 1 de março de 2012
As cruzadas
No capítulo anterior, chegando em casa, Regino e Sueli se deparam com Pedro.
Regino: Pedro, você pode me explicar onde você estava?
Pedro: Eu estava passeando, eu quis ficar longe dessa cidade por um tempo.
Sueli: Passeando? Você sai de casa, e só me diz que estava passeando, querendo ficar longe dessa cidade por um tempo?
Pedro: Mãe, a senhora sabe que eu estou farto dessa cidade, essa cidade só tem injustiça, são os padres e os ricos que mandam aqui, e ainda por cima, eles nem se importam com os pobres!
Sueli: E esses foram os seus motivos para você sair de casa?
Pedro: Já não é o bastante, mãe? Eu não aguento mais viver numa realidade dessas!
Regino: E para onde você foi?
Pedro: Isso não importa, o que importa é que eu voltei para casa.
Anoitece em Jerusalém. Felipe chega na casa de Maria.
Felipe: Oi, filha.
Os dois se abraçam.
Isabela: Pai, quanto tempo que eu não vejo o senhor, já faz dias.
Felipe chorando fala:
Felipe: Filha, eu vi a nossa casa toda destruída! Foram os católicos?
Isabela: Sim, foram eles! Por isso eu pedi abrigo à Maria.
Felipe: Mas vocês não estavam conversando!
Maria: A Isabela é minha prima, tio Felipe, eu não ía deixar uma pessoa da minha família sem onde morar. E aliás, eu já esqueci o que passou.
Felipe: Não foi só a minha casa que eles queimaram, eles queimaram também os nossos templos, monumentos, outras casas e comércios!
Isabela: Pai, o senhor vai voltar para guerra amanhã?
Felipe: É claro, filha, eu tenho que ajudar a defender nós mulçumanos daqueles católicos.
Isabela: Pai, eu não quero que o senhor vá, eu quero que o senhor fique aqui comigo e com à Maria, eu tenho medo que os católicos acabem matando ou machucando o senhor, igual o que aconteceu com a minha mãe!
Felipe: Filha, comigo vai ser diferente, eu sou forte, não vai acontecer nada comigo.
Em casa, Marcelo e Luís conversam.
Marcelo: Amanhã você vai para peregrinação, filho?
Luís: Fazer o quê, o senhor me obriga a ir!
Marcelo: Tente entender, filho, eu já sou um pouco velho, e nós temos que convencer os católicos que nós também somos católicos, pois eles não acreditam facilmente que moram alguns católicos aqui. E você participando da peregrinação, acaba convencendo eles de que nós somos católicos!
Luís: Isso é culpa do senhor, que é um católico, mas que mora em Jerusalém!
Marcelo: Não vamos discutir, amanhã você vai e pronto, agora vá dormir.
Luís: Sua benção, pai.
Marcelo: Deus, te abençoe.
Amanhece em São João D' Acre. Sueli bate na porta da casa de Olívia, e Lúcio vai atendê-la.
Lúcio: Mãe?
Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 16:15.
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