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terça-feira, 9 de julho de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, na prisão, numa cela, Maria começa a conversar com seu tio Felipe e com sua prima Isabela.
Maria: Tio Felipe e Isabela, prestem atenção, porque eu vou revelar um segredo que escondi por muito tempo do tio Felipe, com medo de sua reação, tio! Mas, agora, irei revelar, porque nós já sabemos, que uma hora ou outra esses católicos nos matarão! Tio Felipe, eu finjo que sou uma muçulmana, mas não me considero uma, porque eu não acredito em Deus!
Felipe: Eu não acredito, isso só pode ser uma piada, isso é uma piada!
Maria: Não, tio, não é uma piada, é a pura verdade!
Felipe fica nervoso ao pensar que Maria o enganou esse tempo, e por isso, lhe dá um tapa no rosto.
Isabela se assusta.
Isabela: Pai, por que o senhor fez isso?
Felipe: Por ela ter me enganado esse tempo todo! Só um detalhe, a senhora falou que escondeu esse segredo de mim, mas não falou da Isabela, ela já sabia, Maria?
Maria: Sabia, tio!
Felipe: Credo, fui enganado dentro da minha própria casa! Maria, se eu fosse à senhora, à senhora não olhava mais na minha cara, nós só teremos de nos aguentar perto do outro, porque nós estamos presos na mesma cela. E à senhora, Isabela, minha filha, me decepcionou bastante por ter escondido isso de mim, mas eu entendo à senhora, à senhora não quis perder a amizade dessa mentirosa!

Rodrigo vai até à prisão, para conversar com à Isabela. Chegando na prisão, o guarda pergunta-lhe o que ele deseja.
Guarda: O que o senhor quer por aqui?
Rodrigo: Eu quero visitar uma muçulmana que está presa aqui, chamada Isabela.
Guarda: O que um homem de prestígio aqui da cidade como o senhor, filho do falecido José, quer com essa muçulmana?
Rodrigo: Eu quero lhe perguntar algumas coisas.
Guarda: Hoje, não será possível essa sua visita. A igreja determinou uma regra de visitação, e hoje não é permitido que os presos recebam visitas, retorne aqui outro dia, por favor.
Rodrigo: Tudo bem!

Anoitece em Jerusalém. Em casa, na sala, Marcelo conversa com Padeceu.
Marcelo: Padeceu, essa dúvida me mata! Se quem eu quero é à Maria ou à Gabriela? Para às duas eu sinto sentimentos e emoções diferentes. Eu estou morrendo de saudade do jeito engraçado da Maria e do bom humor que marcava presença nela, e à Gabriela eu sinto um sentimento de amizade, compaixão e as vezes eu me sinto seduzido por meio de uma paixão à ela, mas ao mesmo tempo eu fico chateado porque ela fica com vários homens. Que situação em amigo que eu estou vivendo?!
Padeceu: Eu não queria ser o senhor neste momento! Olhando quem eu gosto mais, eu prefiro à Gabriela!
Marcelo: Então, o senhor sempre gostou das mulheres que eu vivia cercado?
Padeceu: Ninguém mandou elas serem tão bonitas e atraentes!

Nas ruas de Jerusalém, Gabriela está perambulando com um saco na mão recolhendo os lixos que encontra,   e Lúcio está indo para o acampamento dos católicos para dormir, quando ele vê Gabriela.
Lúcio: Boa noite!
Gabriela: Boa noite!
Lúcio: Olhando para à senhora, eu acho que eu sei quem à senhora é! Um amigo meu iria me apresentar a uma senhora que ele falou que é uma mendiga, mas que é muito bonita, e que por ser tão pobre, ela se relaciona com alguns homens, para ganhar um pouco de dinheiro. E, vendo à senhora, eu acho que ele falou é da senhora mesmo, não é?
Gabriela: Pelo jeito que ele falou, sou eu sim!
Lúcio: Bem, agora eu tenho que ir dormir, porque amanhã eu acordo cedo para trabalhar, mas depois a gente se vê de novo. Boa noite!
Gabriela: Boa noite!

Em casa, na sala, Marcelo continua conversando com Padeceu.
Marcelo: Padeceu, mas uma coisa que nunca sairá de dentro de mim, é o ódio que eu tenho do muçulmano que matou o meu filho, Luís, só porque ele descobriu que o Luís era católico, que lutava na guerra contra os muçulmanos e que ainda assim, morava aqui em Jerusalém, cidade dos muçulmanos, por isso que ele o matou, achou muito atrevimento do Luís de ser católico e ainda morar na cidade que é dominada pelos muçulmanos... Eu parecia ter demostrado que tinha superado isso, não é?
Padeceu: Verdade, eu estava achando o senhor conformado demais, porque tem muito tempo que o senhor não falava mais disso!
Marcelo: É porque eu estava tentando esquecer, mas eu vi que não tem jeito! Só me aliviará esse sentimento, quando eu achar que houve justiça em relação à morte do meu filho, só quando eu me vingar do muçulmano que o matou!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em casa, na sala, Rodrigo comenta com à Ana.
Rodrigo: E agora, Ana, como é que eu vou salvar à Isabela dessa situação?
Ana: Não sei, irmão, mas alguma coisa o senhor terá que fazer, se não, o senhor poderá perder a sua amada!
Rodrigo: Eu sei, mas o difícil é isso, o que eu poderei fazer para salvar ela e os seus familiares?
Ana: Agora eu estou me lembrando de uma coisa! À Odete, aquela mulher que os padres chamam ela de bruxa, por acharem que ela é a causadora das doenças que atinge a nossa cidade e que eles chamam de praga. Ela quando foi presa, depois de um tempo, vieram uns muçulmanos comandados pelo Pedro, filho da Sueli, e invadiram a prisão, lutaram com os guardas e conseguiram libertar a Odete. As pessoas acham que o Pedro comandou isso tudo, porque ele é simpatizante e gosta da Odete. Rodrigo, por que o senhor não tenta fazer o que o Pedro fez para libertar à Odete?
Rodrigo: Isso é muito arriscado, eu vou pensar, a minha cabeça está muito confusa!
Ana: Mas, agora, vamos para o meu quarto para ver a minha filha?
Rodrigo: Vamos, eu estou ansioso para ver como está a minha sobrinha!

Sueli vai até à pensão (onde estão hospedadas pessoas que não tem uma casa para morar) em que Regino está hospedado. Ao encontrar o quarto em que ele está residindo, ela bate na porta do quarto, e é recepcionada por Regino que estava almoçando.
Regino: Boa tarde, Sueli!
Sueli: Boa tarde, Regino!
Regino: Entre, por favor!
Sueli entra no quarto de Regino.
Sueli: Eu vim aqui, para perguntar ao senhor, se o senhor continuará com essa pirraça boba de mim, querendo manter o nosso relacionamento separado?
Regino: A senhora começou a sentir a minha falta?
Sueli: Regino, por favor, volta para casa, eu estou passando a maior vergonha quando eu vou à feira, à rua e à igreja, todo mundo me olha agora distorcido por causa que nós estamos separados. Eu acho que eles estão desconfiando que o motivo da nossa separação é por causa de uma traição, e as pessoas devem achar que fui eu que te trai, porque as pessoas sempre culpam as mulheres nessa história.
Regino: Então, quer dizer, que a senhora não quer voltar para mim não é por causa da saudade que eu pensei que a senhora já estava sentindo por mim, mas sim, porque está envergonhada dos comentários que as pessoas estão fazendo da senhora?
Sueli: Também não é assim, Regino! Eu estou sentindo muito a sua falta também!
Regino: Pode ficar despreocupada, que eu irei lá na igreja e conversarei com os padres explicando que eu que quis me separar da senhora.
Sueli: Mas, o senhor não vai voltar para casa não?
Regino: Não, porque eu descobri o principal motivo da senhora querer que eu volte para casa, que não tem nada a ver, com saudade que eu esperava que fosse isso o principal da senhora querer a minha volta!

Em Jerusalém, na rua, Lúcio e Mateus estavam guerreando, mas agora eles estão conversando, a espera de novo chamado para guerrearem.
Lúcio: Mateus, o senhor me apresentará mesmo a mulher que o senhor falou que me apresentaria?
Mateus: Eu falei que iria apresentar, então eu vou te apresentar mesmo!
Lúcio: Ela é muito bonita? Eu estou perguntando isso, porque essa mulher tem que me fazer esquecer a Olívia!
Mateus: Ela não é bonita, ela é linda!
Lúcio: Então, eu me interessei!
Mateus: O problema, é que ela é mendiga, vive nas ruas, e por isso, ela ganha alguns trocados se relacionando com vários homens.
Lúcio: Eu nem estou importando com isso, eu quero mesmo é só me divertir! Mas, ela é muçulmana?
Mateus: Sim!
Lúcio: Agora, que eu quero me divertir com ela mesmo!

Em São João D' Acre, Pedro está trabalhando no comércio de variedades de utensílios de seu pai. Sueli chega no comércio, e ele vai atendê-la.
Pedro: Mãe, a senhora por aqui?
Sueli: Eu, sim! Eu estou aqui, porque eu me lembrei de um assunto que eu estava esquecendo com a separação minha e de seu pai.
Pedro: O quê?
Sueli: Pedro, quem sustentava nós era o seu pai com esse comércio, que é a única coisa que nos ajuda a sobreviver. Mas, agora que ele se separou de mim, ele vai continuar nos sustentando com o comércio dele?
Pedro: A senhora esqueceu que eu também trabalho aqui? Eu posso nos sustentar!
Sueli: Mas, só o seu dinheiro é pouco! O seu pai se casou comigo, por isso, mesmo separado, ele tem que continuar ajudar a sustentar a nossa casa!
Pedro: Mãe, eu não sei se ele irá continuar a sustentar a nossa casa, eu só sei, que eu continuarei ajudar a nos sustentar. À senhora tem que conversar esse assunto é com ele!

Anoitece em São João D' Acre. Em casa, em seu quarto, Olívia ouve alguém bater na porta de entrada de sua casa, ela vai até à sala atender essa pessoa. Ela abre a porta, e vê padre Roberto.
Olívia: Boa noite, padre! Sua benção!
Padre Roberto: Boa noite, senhora Olívia!
Olívia: Entre, vamos nos sentar para conversar aqui na sala.
Na sala, eles se sentam.
Padre Roberto: Senhora Olívia, eu vim investigar a acusação que a senhora Ana fez contra a senhora hoje naquela confusão perto da prisão. É verdade o que ela falou, que a senhora se relacionou com o falecido marido dela, quando ainda eles estavam casados?
Olívia: Padre, eu estou muito envergonhada com esse assunto! Aquela mulher não gosta de mim, e ela é doida!
Padre Roberto: Senhora Olívia, não finja de desinteressada!
Olívia: Tá bom, o que eu vou dizer, eu direi muito envergonhada, mas é verdade sim, eu me relacionei com ele quando ele estava casado com a senhora Ana.
Padre Roberto: A senhora cometeu um erro gravíssimo contra à igreja, mas fez certo ao admitir o seu erro. Mas, terei que te dar uma penitência para o seu pecado ser perdoado diante de Deus. Além das doações normais que a senhora doa à igreja, a senhora terá que aumentar esse valor, ou melhor, duplicar esse valor, e além disso, a senhora vai ter que fazer uma doação extra em dinheiro também para à igreja, e não pode ser um valor muito barato, terá que ser caro igual ao anterior que eu falei para à senhora.
Olívia: Padre, mas eu não sou rica para fazer essas doações tão caras para à igreja!
Padre Roberto: Ninguém mandou a senhora pecar!

Na mata de São João D' Acre, mesmo acostumada com o escuro do local à noite, Odete ainda demonstra medo de estar na mata à noite. E, esse medo que ela está sentindo, aumentou mais anda, quando ela sentiu barulhos de passos de pessoas andando em direção onde ela está, e escutou também, ruídos de conversas também entre pessoas. Odete então, com medo de ser alguém que esteja procurando ela para prendê-la, se esconde atrás de uma árvore, mas logo depois, ela é surpreendida por uma pessoa atrás dela, que a surpreende com um grito.
Guarda: Achei! Achei à bruxa mais procurada por essas redondezas!
Ele grita avisando aos outros guardas da igreja católica, que achou à Odete que para eles é considerada bruxa, pois eles acham que ela não acredita em Deus, e que por isso, ela é a causadora juntamente com o Diabo da ''praga'', denominação que eles chamam para as doenças que estão se espalhando por São João D' Acre matando várias pessoas.
Guarda: Amarrem ela, para levarmos à prisão da cidade! Quando eu falar para os padres, que nós achamos ela, e que levamos ela para à prisão, eles devem que vão até aumentar os nossos pagamentos.
Os outros guardas que estavam chegando ao local que está o guarda que achou à Odete, começam à amarrá-la.
Odete: Por favor, não me amarrem e não me levem para a prisão, eu não sou o que eles pensam que eu sou,    eu acredito sim em Deus!
Guarda: Agora que nós podemos ter a chance de ver o nossos pagamentos aumentarem, que nós não vamos soltá-la! Vamos embora, guardas, vamos levá-la para a prisão!

Na rua, voltando para a casa paroquial para dormir, padre Roberto se depara com Olívia vendendo algumas imagens e pertences dela religiosos.
Padre Roberto: Senhora Olívia, a senhora está querendo montar um comércio religioso?
Olívia: Não, padre, eu estou fazendo isso para conseguir pagar as minhas penitências que o senhor exigiu para eu pagar à igreja para o perdão dos meus pecados!
Padre Roberto: Mas, vender coisas religiosas não é permitido, ainda mais sendo suas, tentando conseguir dinheiro por meio de coisas sagradas, isso é muito feio para à senhora!
Olívia: Pois, o senhor fique avisado, se o senhor não abaixar o valor das minhas penitências que eu tenho que pagar, eu continuarei a vender essas coisas sim!
Padre Roberto: Tá bom, vamos ver se vai!

Amanhece em São João D' Acre. Padre Ricardo vai até à casa de Regina, na sala, Regina com seu filho no colo, André, conversa com o padre.
Regina: Padre, deve que é algum assunto sério que o trouxe na minha casa tão cedo assim, pois eu fui acordada pela sua visita.
Padre Ricardo: É um assunto seríssimo, mas antes, como está o seu filho, André?
Regina: Cada dia me assustando com seu crescimento! Não é filho?
Ela faz cócegas na barriga dele, ele responde com algumas risadinhas.
Padre Ricardo: Mas, o que me traz aqui é sério! A senhora já sabe que o cofre da igreja, e meu dinheiro particular guardado também na igreja foram roubados?
Regina: Não, só estou sabendo agora. Será quem foi?
Padre Ricardo: É por isso que eu vim aqui! Para saber se à senhora contou para alguém onde é que fica o cofre da igreja, e onde fica guardado o meu dinheiro, porque eu mostrei para à senhora onde fica eles quando eu fui pegar um pouco de dinheiro para lhe ajudar nas finanças, e a senhora estava comigo nessa ocasião me acompanhando, e eu até falei para à senhora que eu não via problema em lhe mostrar onde fica guardado o meu dinheiro e o da igreja, porque confiava na senhora, sabendo que à senhora nunca contaria para ninguém onde fica esses lugares. E é isso o que eu quero saber, à senhora contou para alguém onde fica esses lugares na igreja?
Sabendo que se ela não inventasse uma mentira, padre Ricardo poderia desconfiar que foi ela que roubou, ou também se ela falasse que não contou para ninguém e acha que poderia ser outra pessoa que descobriu essa informação, e assim, roubou a igreja e o padre, ela também sabia que o padre não acreditaria nela, e continuaria desconfiando dela. Então, ela inventa uma mentira, dizendo que contou sim para uma pessoa sem perceber, onde ficava guardado o dinheiro da igreja e do padre, para o padre parar de desconfiar dela e começar a achar que foi a pessoa para quem Regina contou sem perceber, onde fica guardado o dinheiro, que roubou a igreja e ele.
Regina: Desculpa, mas eu contei sim, e foi sem querer! Eu converso muito com à empregada aqui de casa, que também cuida muito do meu filho para mim, e numa dessas conversas de amiga para amiga, eu acabei contando sem perceber onde fica guardado o dinheiro da igreja e o seu também. O senhor me perdoa?
Padre Ricardo: Não sei, Regina, agora eu perdi a confiança na senhora! Mas, agora, começarei a investigar esse caso, e depois, terei uma conversa com sua empregada. Não esqueça de avisá-la! Agora, vou embora, até mais ver, senhora Regina!

Na casa de Neusa, na sala, ela e padre Reginaldo conversam.
Padre Reginaldo: Senhora Neusa, à senhora sabe que eu sou homem, e por isso, eu sofro muito, porque eu penso nisso muito!
Neusa: Não, o senhor não é homem, o senhor é padre!
Padre Reginaldo: Mas, sou homem, por que quem é padre não é homem não?
Neusa: Não é isso, é que eu acho que os desejos deveriam ser diferentes, principalmente as relações amorosas, não é, padre Reginaldo?
Os dois dão risadas.
Padre Reginaldo: Agora, à senhora me deixou numa situação difícil!

Começa a chover em São João D' Acre. Na igreja, em sua sala, pela janela, bispo Sebastião observa o cair da chuva, até que padre Roberto entra na sala para conversar com ele.
Bispo Sebastião: O que foi dessa vez, padre?
Padre Roberto: Bispo, prenderam à bruxa Odete! Ela já está na prisão, se preparando para a sua morte!
Bispo Sebastião: Até que enfim, eu estava louco para ver essa mulher de novo na prisão, e desta vez temos que vigiar o Pedro, porque da última vez ele soltou ela da prisão com ajuda de alguns muçulmanos.
Padre Roberto: Depois que os guardas acharam ela, eles estão pedindo aumento do pagamento deles.
Bispo Sebastião: É melhor eles só sonharem, porque na realidade se eles continuarem a insistir nisso, eles irão ver as minhas providências sobre isso.

Em Jerusalém, na casa de Padeceu, ele e Marcelo almoçam.
Padeceu: Senhor Marcelo, o senhor sabia que essa guerra religiosa é bom para nós?
Marcelo: Nos nossos comércios, não é?
Padeceu: É, pela vinda de gente para cá, e com isso, aumenta a nossa freguesia!
Marcelo: Mas, também, só assim, para nos ajudar um pouco a ganhar mais dinheiro!

Em São João D' Acre, na prisão, numa cela, Maria começa a conversar com seu tio Felipe e com sua prima Isabela.
Maria: Tio Felipe e Isabela, prestem atenção, porque eu vou revelar um segredo que eu escondi por muito tempo do tio Felipe, com medo de sua reação, tio! Mas, agora, irei revelar, porque nós já sabemos, que uma hora ou outra esses católicos nos matarão. Tio Felipe, eu finjo que sou uma muçulmana, mas não me considero uma, porque eu não acredito em Deus!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, na prisão, numa cela, Isabela começa a conversar chorando com Maria e com o seu pai, Felipe.
Isabela: Gente, agora que nós estamos nessa prisão, sem chance alguma de liberdade e com a certeza de que iremos morrer, eu estou pensando em cumprir esse meu destino mais rápido, que é o de morrer. Eu estou pensando em não esperar me matarem na rua para todo mundo ver, e sim, em eu mesma me matar.
Maria: A senhora está brincando, não é?
Isabela: Não, eu não estou brincando! Eu estou pensando seriamente em fazer isso!
Felipe: Isabela, minha filha, eu sei que eu não concordo e nem apoio uma muçulmana se relacionar com um católico, porque eles são nossos inimigos, mas para impedir a senhora de fazer uma loucura dessa, por favor, pense muito no seu amor, o Rodrigo, a senhora vai desistir dele assim facilmente? Nós temos que lutar pelo o que nós amamos!
Isabela: Mas, eu já estou cansada desse sofrimento!

Amanhece em São João D' Acre. Em sua casa, na sala, Regina conversa com Bartolomeu.
Regina: Bartolomeu, eu te chamei aqui cedo, porque eu quero que o senhor faça um favor para mim. Eu quero que o senhor roube o dinheiro das doações da igreja que estão num cofre.
Bartolomeu: Como eu vou saber onde fica o cofre da igreja?
Regina: O ''burro'' do padre Ricardo cego de amor por mim, me mostrou onde fica, porque eu sou uma pessoa da total confiança dele!
Regina e Bartolomeu dão risadas.
Regina: Eu te explicarei como o senhor chegará ao cofre direitinho, eu memorizei o caminho perfeitamente quando o padre Ricardo me levou lá, porque eu memorizo tudo que me interessa! E te explicarei também, como chegar lá escondido dos guardas e dos padres, sem levantar suspeitas. E esse período da manhã, agora cedinho, ajuda ainda mais, porque os guardas demoram chegar à igreja para trabalharem e os padres demoram acordar para também trabalharem, como se eles não tivesse bastante trabalho, principalmente com a realidade dos pobres, que eles fingem que nem existem. Eu quero que o senhor roube todo o dinheiro       que estiver no cofre, esse mesmo dinheiro que os pobres não veem a igreja utilizando para melhorar a vida deles! Bartolomeu, roube tudo, roube todo o dinheiro do cofre da igreja, o dinheiro daqueles padres!
Agora, preste atenção, que eu vou te explicar como chegar ao cofre da igreja e como é que o abre, e como fazer isso tudo sem levantar suspeitas...

Do lado de fora da prisão, onde estão presos Isabela, Maria e Felipe, Ana e Rodrigo gritam pela a soltura deles.
Ana: Covardes, libertem-os, eles não fizeram mal a ninguém, eu pago o que os senhores quiserem para os libertarem!
Rodrigo: Isso mesmo, guardas, avisem os padres e o bispo, que nós pagamos o que os senhores quiserem para libertarem esses muçulmanos.
Com a gritaria deles, as pessoas começam a se aglomerar na rua que fica a prisão. Todos ficam surpresos, com Ana e Rodrigo, que são católicos, pedindo para que muçulmanos sejam soltos.
Olívia que também está no local, observando a gritaria de Ana e Rodrigo, começa a falar com a Ana.
Olívia: Ana, a senhora que sempre se achou a mulher mais digna e respeitada dessa cidade, agora fica pedindo para soltarem muçulmanos da prisão?!
Ana: É melhor a senhora ficar calada, porque a senhora já me traiu com o meu marido que já morreu, mas se ele tivesse vivo eu bateria nele e na senhora também, pensando bem, eu posso bater na senhora agora para descontar toda a raiva que eu sinto da senhora, sua desgraçada!
As pessoas que estão no local, começam vaiar a Olívia, chamando-a de traidora.
Ana: Isso, vaiem essa desgraçada, ela merece isso mesmo!
Olívia: Por que os senhores estão me vaiando? E se fosse verdade, se eu tivesse traído ela com o falecido marido dela, o que seria pior? O que seria pior? Uma traição ou um católico proteger muçulmanos, igual ao que ela e o irmão dela estão fazendo?
Ana: Eu vou bater nessa mulherzinha, gente!
Neste momento, padre Roberto chega ao local para interromper a discussão.
Padre Roberto: Mas, o que está acontecendo aqui?
Ana: Essa mulher, que me traiu com o falecido do meu marido, estava me insultando antes do senhor chegar.
Padre Roberto: Que traiu a senhora com o falecido do seu marido? Como assim?
Ana: Ela se relacionou com o Paulo, quando ele estava casado comigo, padre.
Padre Roberto: Essa acusação sobre a senhora Olívia me impressiona, mas deixarei para investigar depois. Agora, eu quero saber por que a senhora e o senhor Rodrigo estavam gritando aqui na frente da prisão?
Olívia: Eles estão querendo que uns muçulmanos, que eu nem sei quem são, sejam soltos. Eu acho um absurdo católicos pedirem a soltura de muçulmanos da prisão!
Ana: Fecha a sua boca, a senhora não é digna de falar nada!
Padre Roberto: É verdade que os senhores estão pedindo a soltura de alguns muçulmanos?
Rodrigo: Estamos padre, porque eles foram presos pelo padre Ricardo, que os achou na nossa casa. O padre achou que eles na nossa casa, era uma ameaça para nós. Mas, não é isso que nós entendemos nos dias que eles estiveram lá em casa. Nós ajudamos esses muçulmanos, porque... Tá bom, eu não vou mentir mais, eu irei falar a verdade! Esses muçulmanos são a família da muçulmana que eu estou me relacionando, que é a mulher que eu amo, que é a Isabela! Eles não estão aqui para fazer algum mal para nós católicos, podem ficar despreocupados! Eles estão aqui só por causa do meu relacionamento com a Isabela.
As pessoas que estão presenciando isso no local, começam a vaia-lo, chamando-o de católico traidor.
Padre Roberto: Por favor, todos em silêncio!
As pessoas silenciam.
Padre Roberto: Se for por causa desse motivo, eu não soltarei esses pagãos! Aliás, qualquer que fosse o motivo, eu não os soltaria, os muçulmanos são nossos inimigos! E mais grave ainda, é saber que um católico filho do homem mais poderoso que essa cidade já teve, se relacionando com uma muçulmana, traindo nós católicos e o falecido José, seu pai! E me admira também, a senhora Ana o apoiando neste ato de traição contra a igreja católica! É melhor senhor Rodrigo e senhora Ana, os senhores voltarem para casa e refletirem um pouco sobre essa traição que os senhores cometeram agora, porque eu não soltarei esses muçulmanos da prisão!
Ana: Por que o senhor não mandou eu e o meu irmão cumprir alguma penitência, já que nós cometemos uma falha muito grave?
Rodrigo: Ana, por favor, não comece!
Ana: Desculpa, eu esqueci que nós somos ricos, e que aqui, é a cidade da injustiça! Quando um pobre comete alguma falha grave contra a igreja, ele não tem nem direito a penitência para se redimir, a penitência para os pobres é a morte de uma vez! Agora, para os ricos, como nós, irmão, podemos cometer uma falha até mais grave do que um pobre, mas a nossa penitência é só uma reflexão sobre os nossos atos! Eu quero uma penitência igual a todo mundo!
Os pobres que estão no local parabenizam e ovacionam à Ana.
Padre Roberto: Tudo bem, a senhora terá que duplicar o valor das doações que a senhora doa para a igreja!
Ana: Porque ao invés de dar lucro para os padres, eu doasse para os pobres o que eu teria de doar à igreja?
Os pobres a ovacionam e parabenizam novamente.
Padre Roberto: Faça como a senhora quiser! Para o senhor Rodrigo, a penitência que ele terá que cumprir, será de ir novamente à Jerusalém, para a guerra de católicos contra os muçulmanos para pagar os seus pecados, porque os católicos estão precisando de reforço lá, pois os muçulmanos já estão avançando rapidamente para cá, para a tomada da nossa cidade, e nós não permitiremos isso de jeito nenhum! Agora, todos que estão aqui, podem voltar para suas casas, a confusão já acabou! E quem continuar a causar confusão será preso!

Em casa, na sala, Rodrigo comenta com à Ana.
Rodrigo: E agora, Ana, como é que eu vou salvar à Isabela dessa situação?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quarta-feira, 20 de março de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em Jerusalém, Padeceu vai até à rua que Gabriela mendiga, para encontrá-la.
Padeceu: Boa tarde, senhora Gabriela! Eu vim para o encontro que a senhora marcou.
Gabriela: Mas, eu marquei para encontrar comigo, foi com o Marcelo, não com o senhor Padeceu!
Padeceu: Eu vim no lugar dele!
Gabriela: O senhor veio no lugar dele? Ele mandou o senhor fazer isso?
Padeceu: Não, mas a senhora não percebeu até hoje, que eu quero ficar perto da senhora para tentarmos sermos amigos?!
Gabriela: Então, quer dizer, que o senhor ficou sabendo que eu tinha marcado um encontro com o Marcelo, e se aproveitou disso e veio no lugar dele, mas sem ele saber?
Padeceu: Eu só quero conversar com a senhora, de fazer o papel de seu amigo nas nossas conversas.
Gabriela: Tá bom, como seria sua conversa de amigo comigo?
Padeceu: Eu queria saber como anda a sua vida, se a senhora continua ganhando dinheiro daquele jeito?
Gabriela: A minha vida continua como sempre foi, como o senhor já sabe!

Anoitece em São João D' Acre. Na prisão, numa mesma cela, estão Isabela, Maria e Felipe presos.
Isabela: Será o quê que vai acontecer com a gente?
Maria: Pode pensar no pior, Isabela! Esses católicos são muito ruins, eles querem exterminar todos os muçulmanos desse mundo!
Isabela: Será que eles irão prender o Rodrigo também? Falando nele, eu estou morrendo de saudades dele, nesse tempo que eu estava na casa da Ana junto com ele, não deu nem para a gente se relacionar muito, só antes do meu pai chegar a minha procura na casa, porque depois, o meu pai não deixou eu me relacionar mais com o Rodrigo.
Felipe: Não deixei e nem deixo, ainda mais, agora que nós estamos presos nessa prisão, correndo o risco de morrermos enforcados na rua dessa cidade para todo mundo ver, isso tudo por causa desses católicos! E é claro que o Rodrigo não irá ser preso, Isabela, ele é muito poderoso, e aqui, não se pode prender católicos que são poderosos!
Maria: Por isso que eu falo, um dia eu serei rica!

Em Jerusalém, Marcelo está trabalhando em seu comércio, chega Gabriela que começa a conversar com ele.
Marcelo: Bom dia, senhora Gabriela!
Gabriela: Bom dia! Por que o senhor não foi ontem ao encontro que eu tinha marcado com o senhor?
Marcelo: Eu estava muito ocupado aqui no meu trabalho.
Gabriela: Sabia quem foi no seu lugar? O senhor Padeceu.
Marcelo: Eu sei que ele também gosta da senhora um pouco, mas eu sei também que a senhora já reservou os seus sentimentos e a sua boca para mim.
Gabriela: O senhor acertou em cheio!
Marcelo: Me dá um beijo, agora que ninguém está olhando!
Os dois se beijam na boca.

Em São João D' Acre, na prisão, numa cela, Isabela começa a conversar chorando com Maria e com o seu pai, Felipe.
Isabela: Gente, agora que nós estamos nessa prisão, sem chance alguma de liberdade e com a certeza de que iremos morrer, eu estou pensando em cumprir esse meu destino mais rápido, que é o de morrer. Eu estou pensando em não esperar me matarem na rua para todo mundo ver, e sim, em eu mesma me matar.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 19 de março de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, na igreja, na sala do bispo, bispo Sebastião conversa com padre Roberto.
Bispo Sebastião: Eu vou contar para o senhor, padre, um dos motivos que estão me influenciando para renunciar ao meu cargo. Eu tenho que contar isso para o senhor, pois eu confio no senhor, e eu preciso desabafar, se não, isso irá me sufocar. Eu acho que eu estou me apaixonando por uma mulher.
Padre Roberto: Eu não acredito, bispo, que até o senhor se deixou levar por uma mulher!
Bispo Sebastião: Eu não sou de ferro, padre Roberto!
Padre Roberto: O senhor a conheceu aqui na igreja?
Bispo Sebastião: Sim, ela é muito religiosa!
Padre Roberto: Mas o senhor sabe se ela é casada?
Bispo Sebastião: Ela não é casada, eu fiquei sabendo. Eu até já conversei com ela que eu estou apaixonado por ela, e nós combinamos que depois que eu renunciar, nós vamos comemorar na casa dela como se fosse uma festa a minha renúncia.

Anoitece em São João D' Acre. Em casa, na sala, Sueli e Pedro conversam.
Sueli: É filho, agora nós estamos sozinhos aqui nessa casa!
Pedro: Mãe, a senhora tem que sentir culpada um pouco! A senhora sempre falou que o meu pai, não era um homem de fibra, e sim, uma lesma, que a senhora se arrependeu de ter se casado com ele, e não ter se casado com um homem rico e poderoso como o José foi para essa cidade. A senhora sempre também reclamou dele não querer ir para a guerra contra os muçulmanos, que a igreja chama de peregrinação para o pagamento dos pecados, e por isso, ter que apelar para os seus filhos obedecer essa norma da igreja.
Sueli: É, mas o senhor não sabe o que eu estou passando! Quando eu vou na feira, todo mundo fica comentando sobre mim, fica olhando de um jeito diferente para mim. Na igreja, os padres já não me tratam como eu mereço por ser pobre, agora, eles me tratam pior ainda, e os fiéis, nenhum deles estão conversando mais comigo, só olhando para mim com indiferença.

Numa pensão da cidade, em seu quarto, Regino pensa na Sueli.
Regino: Mesmo depois de tudo que ela me fez, eu ainda penso na Sueli. Por que meu Deus, eu sou tão bobo assim? Eu acho que nesse ponto a Sueli tem razão, eu sou uma lesma, principalmente sobre sentimentos. Mas, com certeza, Deus irá me ajudar a esquecer a Sueli, e me fará se apaixonar por uma mulher que eu mereça.

Em Jerusalém, no acampamento dos católicos, em uma barraca, Lúcio e Mateus conversam.
Lúcio: Senhor Mateus, meu amigo, eu tenho tanta inveja do senhor!
Mateus: Por que? Eu nem sou rico para o senhor ter inveja de mim!
Lúcio: É, mas para arranjar uma mulher para eu me relacionar, eu precisei do senhor, enquanto o senhor nem precisou de ninguém, já foi conquistando a Gabriela sozinho, e agora eu estou querendo dividi-la com o senhor. Não está muito certo isso!
Mateus: Para mim, está certo sim, nós somos amigos, Lúcio! E o senhor precisou da minha ajuda, porque o senhor ainda estava pensando ou ainda pensa muito na Olívia, que era a mulher que o senhor se relacionava antes de vir para cá para a guerra, por isso que o senhor precisou de mim.

Amanhece em São João D' Acre. Na rua, Olívia está indo até à feira, quando Sueli a interrompe.
Sueli: Bom dia, senhora Olívia! Que estranho, olhando para a sua barriga, a senhora não está parecendo que está grávida.
Olívia: Grávida, eu? De onde a senhora tirou essa loucura ou será mais um veneno seu para mim?
Sueli: Foi a Ana que saiu comentando isso hoje. E o pior, ela falou que o pai do filho que a senhora está esperando é do falecido marido dela, o Paulo. Ela falou que foi chifrada pela a senhora! É verdade?
Olívia: Óbvio que não, ela inventou isso, porque ela não gosta de mim, pois ela tinha ciúmes do marido dela ter contratado uma mulher para trabalhar nos comércios dele, que fui eu, enquanto antes só tinha homens trabalhando. Mas, agora, eu tenho que ir para a feira, para comprar verduras, e eu nem estou me importando pelo os que outros estão falando de mim!

Na mata da cidade, Odete vê Pedro chegar à cavalo ao local que ela está.
Odete: Até que enfim o senhor chegou, pensei que o senhor não viria mais, estava morrendo de saudades de te ver!
Pedro: Mas tem pouco tempo que eu vim aqui.
Odete: Mas eu não aguento ficar longe do senhor nem um pouquinho!
Os dois se beijam na boca.
Pedro: Odete, a senhora não sabe da última! O meu pai saiu de casa.
Odete: Por que? Os seus pais terminaram o relacionamento deles?
Pedro: O meu pai que terminou, ele falou para a minha mãe que o casamento deles não estava como antes há muito tempo, estava se desgastando, só estava servindo como fachada para os dois diante da cidade.

Na igreja, na sala do bispo, padre Roberto conversa com bispo Sebastião.
Padre Roberto: Bispo, eu estava pensando que a igreja poderia fazer alguma festa que reunisse ricos e pobres, todos juntos.
Bispo Sebastião: Mas para quê? O senhor nunca quis que festa como essas, que reunissem pobres e ricos juntos, acontecessem.
Padre Roberto: Mas é que os pobres estão nos cobrando mais união dos católicos, e isso, engloba a união de todos os católicos.
Bispo Sebastião: Nós temos que pensar em outras coisas, padre! Não nessas besteiras!

Padre Ricardo vai até à casa de Ana e Paulo interrompendo o almoço deles. Na sala, padre Ricardo, Paulo e Ana conversam.
Padre Ricardo: Eu vim aqui para revistar a casa dos senhores toda, pois a denúncia que eu recebi também relatou que os senhores estão escondendo os muçulmanos nos quartos de hóspedes ou nos quartos do interior da casa. Por favor, me levem até esses locais para eu averiguar.
Ana: Não, padre, não irá ser necessário! O senhor não confia em nós?
Padre Ricardo: Sinceramente, não!
Depois de ir no quarto de hóspedes e nos quartos do interior da casa, de volta à sala, padre Ricardo conclui que não há muçulmanos naquela casa.
Padre Ricardo: Depois de ter averiguado os quartos, eu percebo que não há muçulmanos aqui!
Ana: Eu falei para o senhor confiar em mim e no Paulo!
Padre Ricardo: Espera aí, quando eu cheguei aqui, os senhores estavam almoçando, e eu não fui à cozinha, talvez eles estão lá.
Chegando na cozinha, padre Ricardo encontra o que estava procurando, os muçulmanos. Ele vê Isabela, Felipe e Maria almoçando.
Padre Ricardo: Encontrei o que eu estava procurando!
Felipe, Maria e Isabela se levantam e tentam fazer alguma reação de fuga, mas padre Ricardo os interrompe mandando os seus guardas os prenderem.
Padre Ricardo: Guardas, prendem esses pagãos, e levem-os para a prisão que é o lugar deles!
Felipe: Me solte, seu padre cafajeste! Os católicos ainda irão pagar por tudo o que estão fazendo com os muçulmanos!
Padre Ricardo: Cale a boca, seu muçulmano desgraçado! E enquanto aos senhores, Ana, Paulo e ao Rodrigo também, ele não está aqui, mas eu sei que ele mora aqui e por isso ele também deve ter ajudado a esconder esses muçulmanos. Eu não irei prender os senhores, por serem uma família poderosa, tradicional e respeitada dessa cidade, por isso, eu também não irei deixar isso repercutir na cidade, eu falarei que esses muçulmanos foram capturados enquanto eles estavam vindo para cá. Mas, se os senhores cometerem essa falha de novo, eu terei que tomar medidas drásticas, como por exemplo, a prisão. Mas, como penitência para os senhores se redimirem à Deus, por causa dessa falha gravíssima, terão que aumentar o valor das doações que os senhores doam para à igreja. Agora, eu vou embora junto com os guardas para levar esses pagãos para à prisão. Boa tarde para os senhores, e não se esqueçam da penitência!

Na igreja, padre Reginaldo e Neusa conversam.
Padre Reginaldo: Olhando para a senhora, eu percebo que tudo que eu preciso para ser feliz na minha vida, eu já tenho aqui.
Neusa: Não fala essas coisas aqui na igreja, aqui é a casa de Deus!
Padre Reginaldo: Não tem importância, ele já sabe que eu gosto da senhora, em qualquer lugar!
Neusa: Então, fala baixo, algum padre ou algum fiel pode escutar!
Padre Reginaldo: A minha vontade é de te beijar aqui!
Neusa: Pelo menos, o senhor poderia parar com as suas bobeiras!

Em Jerusalém, Padeceu vai até à rua que Gabriela mendiga, para encontrá-la.
Padeceu: Boa tarde, senhora Gabriela! Eu vim para o encontro que a senhora marcou.
Gabriela: Mas, eu marquei para encontrar comigo, foi com o Marcelo, não com o senhor Padeceu!
Padeceu: Eu vim no lugar dele!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 12 de março de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, padre Reginaldo leva Neusa até à igreja, quando chega na porta da igreja, Neusa interrompe o andar do padre.
Neusa: Para onde o senhor está me levando e para fazer o quê?
Padre Reginaldo: A senhora falou para eu renunciar por causa do meu amor, e eu irei fazer isso que a senhora falou para mim.
Neusa: Mas, quando eu falei, eu acho que eu não estava pensando bem nas consequências que pode acontecer com o senhor e comigo também diante dessa sua decisão.
Padre Reginaldo: Eu não estou mais me importando com as consequências!
Neusa: Mas eu mudei de ideia, se o senhor me ama, o senhor não irá renunciar o seu cargo de padre.
Padre Reginaldo: Tudo bem, o que eu irei fazer, é adiar essa decisão para outro dia, por causa que a senhora está me pedindo, mas eu estou decidido a renunciar.

Na casa de Regina, na cozinha, Regina, padre Ricardo e a empregada com o filho de Regina em seu colo almoçam.
Regina: Padre Ricardo, eles conseguiram enganar o senhor! A Ana e o Paulo estão escondendo sim, três muçulmanos na casa deles. O senhor deve que não achou eles, porque deve que eles estavam escondidos no quarto de hóspedes ou em algum outro quarto da casa. O senhor olhou dentro da casa?
Padre Ricardo: Não, eu só fiquei na sala, e confiei na palavra deles de que eles não estavam escondendo muçulmano nenhum na casa deles.
Regina: Pois, eles estão sim, eu vi! O senhor pode voltar lá de novo, mas de surpresa, sem avisar que vai visitá-los, e exige olhar dentro da casa, no interior dela e no quarto de hóspedes.
Padre Ricardo: E pode ficar despreocupada, eu não contei para eles que foi a senhora que os denunciou.

Em casa, em seu quarto, Ana com a sua filha Manuela em seu colo conversa com a Isabela.
Ana: Isabela, a minha filha não é bonita?
Isabela: Bonita igual a mãe!
Ana: Tomara que ela tenha a sorte de ter a minha presença junto com ela por muito tempo.
Isabela: Por que?
Ana: Eu perdi a minha mãe há pouco tempo, de uma forma trágica. Ela foi encontrada morta, suspeita de assassinato. Eu acredito, aliás, eu tenho certeza, que foi algum católico que matou ela, pois ela era muçulmana, e todo mundo daqui sabia que ela era muçulmana, pois ela foi casada com o meu pai, que era um homem muito importante para a cidade. E até hoje, eu não me conformo com a morte dela, eu tenho até hoje sede de vingança.
Isabela: Mas, com certeza, essa situação não se repetirá com a sua filha!

Na igreja, na sala do bispo, bispo Sebastião conversa com padre Roberto.
Bispo Sebastião: Eu vou contar para o senhor, padre, um dos motivos que estão me influenciando para renunciar ao meu cargo. Eu tenho que contar isso para o senhor, pois eu confio no senhor, e eu preciso desabafar, se não, isso irá me sufocar. Eu acho que eu estou me apaixonando por uma mulher.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 11 de março de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, na casa de Neusa, depois de beijarem muito, Neusa faz uma pergunta para o padre.
Neusa: Agora eu sei, que nós não podemos ficar separados um do outro. E que o senhor hoje, demonstrou que também gosta de mim, por isso, já está na hora do senhor renunciar o seu cargo por minha causa.
Padre Reginaldo: O quê? À senhora está louca, como é que eu vou me renunciar?
Neusa: Renunciando, oras!
Padre Reginaldo: Mas não é tão simples assim como à senhora imagina!
Neusa: Se for por amor, é simples sim!
Padre Reginaldo: O problema é que isso, envolve a igreja toda! Se eu me renunciar por causa de uma mulher, o povo quando eu passar na rua, eles irão querer me linchar.
Neusa: O senhor está é se acovardando!

Anoitece em São João D' Acre. Em casa, na sala, Ana e Paulo recebem a visita do padre Ricardo.
Padre Ricardo: Senhores Ana e Paulo, eu recebi uma denúncia, denunciando que os senhores estão acolhendo muçulmanos nesta casa.
Ana: Não, padre, nós nunca faríamos isso!
Paulo: Verdade, padre!
Padre Ricardo: Tudo bem, eu irei ignorar essa denúncia, porque pessoas influentes assim na nossa cidade, eu não posso e nem quero ficar desconfiando delas, mas não pensem que eu não estou de olho nos senhores!

No quarto de Rodrigo, Ana e Rodrigo conversam sobre quem fez a denúncia para o padre Ricardo.
Ana: Alguém denunciou a gente, Rodrigo, mas quem foi? A única pessoa, além de nós, que sabe que a Isabela, Maria e Felipe estão aqui, é a Regina, mas a Regina não tem nenhum motivo de denunciar-nos.
Rodrigo: Eu não sei quem possa ter feito isso, só se for algum empregado daqui!

Na casa de Ana e Paulo, no quarto de hóspedes, deitados cada um na sua respectiva cama, com a intenção de dormirem, Maria, Isabela e Felipe conversam.
Maria: Isabela, a senhora tem uma sorte, de ter esse Rodrigo ao seu lado, eu fico me imaginado no seu lugar.
Felipe: Olha, eu já não concordo muito com o relacionamento da Isabela com esse Rodrigo, e as senhoras já estão pensando em voltar a disputá-lo?
Isabela: Pai, eu nem estou me relacionando com ele, pois o senhor não deixa, nós só estamos apenas sendo bons amigos.
Maria: À senhora pensa que nos engana, pelos menos, a mim a senhora não me engana!

Amanhece em Jerusalém. Na casa de Marcelo, na sala, Marcelo e Padeceu estavam se preparando para ir trabalhar, quando eles começam a conversar.
Marcelo: Sabe, senhor Padeceu, antes de vir para cá, eu e o meu filho morávamos numa cidade muito pequena, e por isso, parecia até deserta, lá eu e ele tivemos alguns relacionamentos que nos desestruturaram.
Padeceu: Aposto que é por causa que os senhores se apaixonaram pela a mulher com a qual os senhores estavam se relacionando, e depois, elas os largaram, e ainda pior, trocou os senhores por outro.
Marcelo: Por isso, que eu não gosto de conversar com o senhor, o senhor sempre acerta o que eu iria falar. Agora, chega de conversa, e vamos trabalhar!
Padeceu: Vamos começar, enfim, o nosso dia!

Na rua, Gabriela está esperando Marcelo procurá-la. Um mendigo, seu amigo, vem até ela, e fala:
Mendigo: Gabriela, à senhora está esperando por alguém?
Gabriela: Sim, eu estou esperando pelo o Marcelo, ele combinou comigo que viria aqui, para escutar o que eu tenho pra falar para ele.
Mendigo: E o que é?
Gabriela: Ainda é surpresa!

Em São João D' Acre, padre Reginaldo leva Neusa até à igreja, quando chega na porta da igreja, Neusa interrompe o andar do padre.
Neusa: Para onde o senhor está me levando e para fazer o quê?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 5 de março de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, na casa de Regina, na sala, Regina e padre Ricardo conversam.
Padre Ricardo: Eu sei que a sua situação está difícil, e que à senhora mostra só por aparências que está confortavelmente economicamente, por isso, eu irei ajudar sim, à senhora sair dessa insegurança economicamente.
Regina: O senhor como sempre é um anjo para mim!
Padre Ricardo: O que à senhora precisar de mim, eu estou à disposição.
Regina: Mas o senhor está mais disponível para mim ou para a igreja?
Padre Ricardo: Para as duas, mas nesse momento eu estou mais para à senhora.

Anoitece em São João D`Acre. Na sala de sua casa, Sueli vê Regino saindo de casa segurando uma mala.
Sueli: O que é isso, Regino?
Regino: Sueli, o nosso casamento já acabou há muito tempo! Eu estou indo embora de casa por esse motivo!
Sueli: Mas se for assim, quem tem que ir embora sou eu, pois o homem que manda na casa!
Regino: Mas à senhora não tem dinheiro para arranjar um lugar para ficar, pois eu tenho. Por isso, que eu estou saindo de casa, porque eu não sou igual aos outros homens dessa cidade, eu tenho compaixão pela mulher que eu sou casado.
Sueli: Não, Regino, por favor, não vá embora! Eu farei o possível para o nosso casamento melhorar.
Regino: À senhora já falou isso antes, mas não cumpriu com a sua palavra.
Regino depois disso, se retira de casa.
Sueli chorando grita:
Sueli: Não, Regino, por favor, volta para casa!

Em Jerusalém, na rua, Mateus está levando Lúcio até a rua onde Gabriela mendiga.
Mateus: Chegamos, Lúcio! Gabriela, é aquela ali!
Apontando para à Gabriela, Mateus a mostra para Lúcio.
Lúcio: Nossa, mas ela é muito bonita!
Mateus: Eu sabia que o senhor iria gostar dela! Mas eu não sei, se eu vou dividir ela com o senhor.
Lúcio: Vai sim, nós somos amigos!
Mateus: Pode deixar, eu vou a dividir com o senhor sim!

Em São João D' Acre, em casa, Pedro ia se retirando, quando sua mãe chega e o interroga pelo o motivo dele estar saindo de casa.
Sueli: Pedro, onde o senhor está indo a essa hora?
Pedro: Eu estou indo na rua.
Sueli: Nessa escuridão? O senhor acha que as ruas são iluminadas?
Pedro: Tá bom, mãe, eu não vou sair para lugar nenhum! Vou voltar para o meu quarto, e irei dormir.

Amanhece em São João D' Acre. Voltando da feira para sua casa, Olívia vê Pedro, e começa a conversar com ele.
Olívia: Como vai, senhor Pedro? Quanto tempo, não é?
Pedro: Verdade! E como à senhora vai?
Olívia: Eu estou precisando desabafar com alguém, e eu confio no senhor. O senhor podia passar na minha casa qualquer dia desses, para nós conversamos.
Pedro: Tudo bem! Passarei sim!
Olívia: Agora eu tenho que ir. Até mais ver!

Na mata da cidade, Odete e Pedro conversam.
Odete: Hoje, o senhor caprichou no café da manhã!
Pedro: Claro, porque é para a minha pagã preferida!
Odete: Eu não sou pagã, eles que acham que eu sou, só porque eu não vou a igreja, eu não professo a minha fé diretamente.
Pedro: Eles são todos uns bandos de loucos, de acharem o meu amor uma pagã!
Odete: O senhor não cansa de vir aqui todo dia, para me trazer café da manhã não?
Pedro: Claro que sim, mas a senhora impulsiona a minha energia!

Na igreja, padre Roberto e padre Ricardo conversam.
Padre Roberto: Padre, o senhor já se apaixonou?
Padre Ricardo: Eu, não!
Padre Roberto: Pois, eu já! Mas, eu me apaixonei quando eu ainda era adolescente, tinha me apaixonado por uma menina muito bonita. Hoje, eu penso em me apaixonar também. Sabia que é fácil? Principalmente por essas mulheres pobres, elas se iludem com a gente rapidamente. O senhor entendeu o que eu quis dizer, não é?
Padre Ricardo: Claro que sim! E como eu entendi!

Em sua casa, na cozinha, Neusa almoça com padre Reginaldo.
Padre Reginaldo: Muito obrigado pela a senhora ter deixado eu almoçar na sua casa!
Neusa: Eu só deixei o senhor almoçar aqui, porque o senhor falou que queria conversar aquele assunto de me pedir desculpas por tudo o que o senhor já fez comigo.
Padre Reginaldo: E qual a sua resposta? A senhora me perdoa?
Neusa: Com esse gesto que eu irei fazer agora, o senhor saberá se eu lhe perdoei.
Neusa beija na boca de padre Reginaldo.

Na igreja, em sua sala, bispo Sebastião conversa com padre Roberto e com o padre Ricardo.
Bispo Sebastião: Padres, como eu disse para o padre Roberto há alguns dias atrás, eu estou decidido a largar esse cargo, só não sei o momento certo. Por isso, eu quero pedir a opinião dos senhores. Qual o momento que os senhores acham adequado para eu me renunciar?
Padre Roberto: Eu acho melhor depois dessa turbulência dos muçulmanos estarem avançando para aqui, São João D' Acre. Esse é um momento muito delicado para a nossa cidade, os guardas já falaram que muitos muçulmanos já conseguiram entrar aqui.
Padre Ricardo: Por isso, nós achamos melhor o senhor resistir até este momento de turbulência que a nossa igreja está passando aqui em São João D' Acre, com os planos idealizados dos muçulmanos de atacar essa cidade que é uma das principais cidades católicas atualmente, passarem.

Em Jerusalém, no comércio de Padeceu, Gabriela chega ao comércio.
Padeceu: Boa tarde, senhora Gabriela! O que à senhora deseja?
Gabriela: Eu não desejo nada, pois dinheiro o senhor sabe que eu não tenho. Eu procurei o Marcelo no comércio dele, e está outra pessoa trabalhando lá, eu perguntei para essa pessoa, e ela não soube me responder onde ele está. O senhor sabe onde ele está?
Padeceu: Não, mas eu estou aqui, senhora Gabriela!
Gabriela: Como assim?
Padeceu: À senhora não está procurando ele para aquelas coisas, não?
Gabriela: Deixa de ser bobo, senhor Padeceu! Eu vou até embora daqui, pois o senhor me constrangeu!
Gabriela se retira do local.
Padeceu: Agora sim, ela ficou com raiva de mim, mas não foi minha intenção de constrangê-la, eu só estava tentando alguma chance com ela.

Em São João D' Acre, na casa de Neusa, depois de beijarem muito, Neusa faz uma pergunta para o padre.
Neusa: Agora eu sei, que nós não podemos ficar separados um do outro. E que o senhor hoje, demostrou que também gosta de mim, por isso, já está na hora do senhor renunciar o seu cargo por minha causa.
Padre Reginaldo: O quê?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, ao sair da igreja, padre Roberto vê uma mulher que pelas as vestes parece que é muito pobre, andando na rua. Ele fica encantado com a sua beleza, e se dirige até ela, para falar com a mesma.
Padre Roberto: Bom dia, senhora! À senhora está se caminhando para a igreja?
Mulher: Sua benção, senhor padre!
Padre Roberto: Deus, te abençoe!
Mulher: Eu não vou para a igreja não.
Padre Roberto: À senhora não quer se confessar não?
Mulher: Não, obrigada!
Ela se retira e voltar a caminhar para o seu destino.
Padre Roberto: De todos os jeitos, eu não tive chance com ela!

Na casa de Ana, na sala, Regina com o seu filho no colo e Rodrigo conversam.
Regina: À Ana está aí?
Rodrigo: Não, ela está na loja.
Regina: Eu queria falar com ela, mas deixa. Aqui, eu trouxe o meu filho para o senhor ver o seu irmão.
Rodrigo acariciando o seu irmão, fala:
Rodrigo: Nossa, como ele está crescendo, e ficando bonito igual ao irmão!

Na casa de Ana, na cozinha, Ana, Rodrigo, Isabela, Felipe, Maria e Regina com o seu filho no colo almoçam.
Regina: Então, quer dizer que o senhor Felipe e à senhora Maria são pai e prima da Isabela, com quem o Rodrigo se relaciona.
Ana: Isso! Mas a senhora não pode contar para ninguém, senhora Regina.
Regina: Pode deixar, eu nunca magoaria o querido Rodrigo!

Na casa de Regina, na sala, Regina e padre Ricardo conversam.
Padre Ricardo: Ficou satisfeita com o dinheiro que eu peguei do cofre da igreja e te dei?
Regina: Claro que fiquei, mas não resolve os meus problemas totalmente.
Padre Ricardo: Não? Pode falar, que se à senhora precisar, eu te dou mais!
Regina: Não deu para pagar as contas todas, e ainda falta outras para pagar, que são caríssimas. Eu sei que o senhor ganha muito da igreja, na verdade, que os senhores padres e o bispo pegam a metade do dinheiro das doações dos fiéis da igreja, o senhor podia fazer um esforço, e me dar uma parte do que o senhor tem.
Padre Ricardo: Eu sei que a sua situação está difícil, e que à senhora mostra só por aparências que está confortavelmente economicamente, por isso, eu irei ajudar sim, a senhora sair dessa situação de insegurança economicamente.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, anoitece em São João D' Acre. Pedro chega na mata, e surpreende à Odete.
Odete: Pedro, o senhor está louco? Como o senhor tem coragem de vir aqui à noite?
Pedro: À senhora é a minha motivação para a minha coragem!
Odete: Mas eu canso de te lembrar, os seus pais podem ficar desconfiados.
Pedro: Ficam não, eles nem se importam comigo, eles estão se importando em ficarem brigando.
Odete: Com essa sua bravura, o senhor me conquista mais a cada dia!
Pedro: Esse é o meu objetivo!
Os dois se beijam na boca.

Na casa de Ana, no quarto de Rodrigo, Isabela e Rodrigo conversam.
Isabela: Rodrigo, é muito bom ficar na sua casa, eu estou muito bem acolhida aqui, mas eu estou começando a me preocupar e a sentir saudades do meu pai e da minha prima.
Rodrigo: Eu sei como é! Mas eu vou estar do seu lado sempre, e eles devem estar bem, não precisa se preocupar!

Maria e seu tio Felipe, enfim, encontram a casa de Rodrigo. Eles batem na porta, e a empregada vai atendê-los.
Empregada: Boa noite, o que os senhores desejam?
Maria: Nós estamos procurando pelo o senhor Rodrigo.
Felipe: Credo Maria, à senhora toma a minha fala, era eu que iria falar, sua intrometida!
Empregada: Eu vou chamá-lo!
Depois de alguns minutos, Rodrigo vai atendê-los e os chama para entrarem para a sala.
Felipe: Onde está a minha filha, seu desgraçado?
Rodrigo: Calma, senhor Felipe, ela está aqui, ela está no quarto de hóspedes.
Felipe: Chame ela imediatamente!
Rodrigo: Empregada, por favor, vá chamá-la!
Maria com um certo assanhamento, fala:
Maria: Oi, senhor Rodrigo, o senhor lembra de mim? O senhor continua bonito como sempre!
Felipe: Maria, por favor, fique quieta, já basta à Isabela ter se apaixonado por ele, agora só falta à senhora também se apaixonar por ele.
Maria: Eu só estou o elogiando!
Isabela chega na sala.
Isabela: Pai, Maria?
Felipe: À senhora vai embora comigo agora!
Isabela: Pai, agora está de noite, e mesmo se não estivesse, eu não iria!
Felipe: À senhora não me responda!
Rodrigo: Senhor Felipe, o senhor deve estar cansado por causa da viagem e pelo o senhor ter dormido nessas pensões que tem aqui, até o senhor encontrar a minha casa. Por isso, o senhor não acha melhor dormir por aqui hoje, e deixar esse assunto para amanhã?
Felipe: Acho! Muito obrigado, por me deixar dormir aqui, mas não pense que eu fiquei íntimo do senhor.
Maria: Eu vou adorar dormir nessa casa de rico!

Amanhece em Jerusalém. Na rua, ao ir para o seu comércio, Marcelo vê Gabriela dançando junto com mendigos na rua.
Marcelo: Bom dia, senhora Gabriela! À senhora está dançando muito bonito!
Gabriela: O senhor quer que eu dance para o senhor na sua casa hoje à noite?
Marcelo: Sua engraçadinha, eu entendi o que à senhora quis dizer!
Gabriela: E aí, o senhor quer que eu dance para o senhor?
Marcelo: Quero, vou ficar te esperando ansiosamente!

Ao sair da igreja, padre Roberto vê uma mulher que pelas as vestes parece que é muito pobre, andando na rua. Ele fica encantado com a sua beleza, e se dirige até ela, para falar com a mesma.
Padre Roberto: Bom dia, senhora!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

As cruzadas


No capítulo anterior, em casa, na sala, Olívia fala para si mesma.
Olívia: Eu vou pedir demissão para à Ana, eu não quero mais trabalhar nos comércios que agora são dela, principalmente por causa desse motivo, dela agora ser dona dos comércios que eram do Paulo. E eu vou fazer isso amanhã mesmo!

Em casa, no quarto, Regino e Sueli conversam.
Sueli: Regino, por que o senhor está tão calado?
Regino: O nosso casamento está tão desgastado que eu não estou tendo assunto para conversar com à senhor.
Sueli: Eu sei como mudar essa situação!
Regino: Como?
Sueli: Fazendo amor! Vamos fazer amor hoje, Regino, tem tanto tempo que nós não fazemos mais.
Regino: Eu acho que nem isso eu estou com vontade mais de fazer com à senhora!

Amanhece em Jerusalém. Na rua, caracterizados para lutarem com os muçulmanos, Lúcio e Mateus conversam.
Mateus: Lúcio, eu conheci uma garota muito bonita, eu acho que eu gostei dela!
Lúcio: Aqui, eu não me relacionei com nenhuma garota até agora, o senhor bem que poderia revezar essa garota comigo.
Mateus: Vamos ver, talvez eu deixe!

Em casa, na cozinha, Sueli prepara o almoço. Pedro chega na cozinha, e conversa com ela.
Pedro: Mãe, como essa cidade mudou.
Sueli: Como assim, filho?
Pedro: À senhora enfim, conseguiu convencer o Lúcio a ir para a guerra, fato que ele detestava. E outra coisa mudou, os padres começaram a roubar mais do que antes.
Antes que à sua mãe falasse alguma coisa, Pedro se retira do local.
Sueli: Esse menino só pode que está ficando rebelde, ou na verdade, ele sempre foi.

Olívia vai até o comércio de Paulo, e se dirige até à sala de Ana.
Ana: Bom dia, senhora Olívia!
Olívia: Bom dia, senhora Ana!
Ana: O que à senhora deseja?
Olívia: Eu vim pedir minha demissão.
Ana: Olha que curioso, à senhora veio pedir demissão. E eu achando que mesmo depois da senhora ter confessado que me traia com o meu marido, à senhora não teria vergonha na cara de pedir sua demissão, esperaria eu fazer isso. Mas não, à senhora pelo menos isso à senhora tem! Eu aceito com toda felicidade do mundo, à sua demissão!

Na mata da cidade, Odete e Pedro conversam.
Odete: Sabia que o senhor ao mesmo tempo, me mata de raiva e me mata de alegria?
Pedro: Por que?
Odete: Porque o senhor corre perigo vindo aqui me ver, alguém pode te seguir, e assim, me encontrar aqui, e prender nós ao mesmo tempo. A sua mãe desconfia das suas sumidas não?
Pedro: Eu acho que sim, mas até hoje ela não falou nada comigo.

No salão paroquial da igreja, os padres almoçam.
Padre Roberto: Senhores padres, têm horas que me dá vontade de ter uma família, pois eu fico imaginando nós almoçando todos juntos, como uma família mesmo.
Padre Ricardo: Eu também penso nisso, mas me dá medo de pensar nessas coisas, e acabar praticando-as escondido e depois ser reprimido por isso.
Padre Reginaldo: Já eu, não penso nessas bobagens, como os senhores.

Na igreja, em sua sala, bispo Sebastião conversa com padre Roberto.
Bispo Sebastião: Padre, eu estou decidido em largar a função de bispo, só não sei o momento certo de fazer isso.
Padre Roberto: Senhor bispo, não se precipite, vá com calma, pense direitinho nessa decisão. Isso é um assunto delicado, atinge várias pessoas e uma instituição, que é a igreja católica dessa cidade. Pense também, no povo dessa cidade, o que eles pensariam, eles ficariam revoltados com o senhor.
Bispo Sebastião: Eu não sei o que eu faço, eu só estou cansado desse cargo!

Em Jerusalém, chega uma mulher no comércio de Padeceu para fazer compras.
Padeceu: Boa tarde! À senhora pode ficar a vontade aqui!
Mulher: Tudo bem!
Padeceu: Aqui, desculpe a inconveniência, mas à senhora não quer se relacionar comigo não?
Mulher: Seu safado!
A mulher sai do comércio de Padeceu.
Padeceu: Eu só estou querendo sair dessa seca de mulher que eu estou passando!

Anoitece em São João D' Acre. Pedro chega na mata, e surpreende à Odete.
Odete: Pedro, o senhor está louco? Como o senhor tem coragem de vir aqui à noite?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, na mata da cidade, Odete e Pedro conversam.
Odete: Pedro, eu acho melhor o senhor voltar para casa, daqui a pouco os seus pais irão desconfiar das suas sumidas!
Pedro: Eu não irei, enquanto eu não aproveitar o máximo da senhora!
Odete então grita.
Odete: Vá, Pedro, por favor!
Pedro gritando mais alto, rebate.
Pedro: Não vou, Odete!
Depois disso, ele fala calmamente.
Pedro: Odete, eu quero ficar com à senhora por muitas horas, dias ou anos. Eu só não quero me desgrudar da senhora a força, eu quero pela a minha própria vontade. E aliás, como à senhora quer que eu desgrude da senhora, se eu sou louco pelos os seus beijos, e os quero toda hora?
Odete: Tudo bem, Pedro! O senhor pode ficar, mas até antes de anoitecer!
Pedro: Tá bom, mas agora, me dê um monte de beijos!
Eles se beijam na boca.

Na igreja, na sala de confissão, Regina e padre Ricardo conversam.
Regina: Padre, o senhor acredita que os meus comércios estão entrando numa profunda crise, e eu estou quase ficando endividada?
Padre Ricardo: Impossível, o José era riquíssimo!
Regina: Era só de aparências, mas na verdade, ele me confidenciou isso, ele estava passando por uma crise financeira. Por isso, eu vim lhe pedir, um pouco de dinheiro, para começar a pagar as dívidas que chegarão daqui há alguns dias.
Padre Ricardo: Tá bom, eu irei pegar dinheiro escondido no cofre da igreja, que só os padres sabem onde fica.
Regina: Deixe eu ir com o senhor.
Padre Ricardo: Senhora Regina, é melhor não!
Regina: O senhor não confia em mim?
Padre Ricardo: Tá bom, pode vir, mas à senhora não pode contar para ninguém, onde fica esse cofre!

Anoitece em São João D' Acre. Ana chega em casa, com um saco cheio na mão. Na sala, Rodrigo e Isabela ficam curiosos para saberem o que tem dentro do saco.
Ana: Boa noite, aos senhores!
Rodrigo: Ana, o que tem dentro desse saco?
Ana: Um monte de coisas que são vendidas nos comércios do falecido Paulo, quer dizer, nos meus comércios, pois como ele morreu, agora os comércios me pertencem.
Isabela: Mas por que à senhora os trouxe para cá?
Ana: Eu peguei um pouco das coisas que são vendidas lá, para mim. Pois agora que eu tenho comércios, eu não preciso ficar comprando, e sim, pegar as coisas que eu preciso dos meus comércios. Mas eu não vou ficar só para mim, eu vou doar algumas coisas para os pobres também.
Rodrigo: Irmã, à senhora está completamente doida!

Em casa, na sala, Olívia fala para si mesma.
Olívia: Eu vou pedir demissão para à Ana, eu não quero mais trabalhar nos comércios que agora são dela, principalmente por causa desse motivo, dela agora ser dona dos comércios que eram do Paulo.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, amanhece em Jerusalém. Na rua, Mateus vê uma mulher muito bonita, ele vai até ela para perguntar seu nome.
Mateus: Me desculpe, mas eu queria saber o nome da senhora?
Gabriela: Eu me chamo Gabriela, senhor.
Mateus: Nossa, eu fiquei encantado com a sua beleza!
Gabriela: Obrigada! O senhor também é muito bonito!
Mateus: Os seus olhos parecem fontes de mel!
Gabriela: Nossa, que homem galanteador!
Mateus: Eu sou mesmo, quando eu quero conquistar uma mulher bonita.
Gabriela: O que o senhor está tentando comigo?
Mateus: Eu quero me relacionar com à senhora.
Gabriela: Como prostituta, ou como mulher?
Mateus: Com o jeito que à senhora quiser relacionar comigo.

Em São João D' Acre, no comércio que antes era do Paulo, (com a sua morte, ele se torna pertencente à Ana), Rodrigo e Isabela conversam.
Isabela: Rodrigo, me dá um beijo, amor.
Rodrigo: Aqui, não, Isabela! No meu trabalho eu não posso!
Isabela: Agora quem será o dono dos comércios do Paulo?
Rodrigo: Certamente, será à Ana.

Na rua, Maria e Felipe continuam a procurar pela à Isabela.
Maria: Tio, eu não estou mais aguentando procurar à Isabela!
Felipe: Eu também não! Ela deve estar na casa do Rodrigo.
Maria: Verdade! Agora é só perguntar onde é a casa do Rodrigo.

Em Jerusalém, em sua casa, Marcelo almoça com Padeceu.
Marcelo: Padeceu, o senhor sabe alguma coisa da Maria?
Padeceu: Não!
Marcelo: Ela sumiu. Nós tivemos uma relação tão bonita, mas depois, ela sumiu, e não me visitou mais, por isso a relação foi se desgastando.
Padeceu: Agora o senhor sentiu saudades dela também? O senhor tem que se decidir com quem o senhor vai ficar, se é com à Gabriela ou com à Maria!

Em São João D' Acre, na mata da cidade, Odete e Pedro conversam.
Odete: Pedro, eu acho melhor o senhor voltar para casa, daqui a pouco os seus pais irão desconfiar das suas sumidas!
Pedro: Eu não irei, enquanto eu não aproveitar o máximo da senhora!
Odete então grita.
Odete: Vá, Pedro, por favor!
Pedro gritando mais alto, rebate.
Pedro: Não vou, Odete!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em casa, na sala, Ana está com alguns homens mendigos que ela chamou para irem em sua casa.
Ana: Boa noite, meus queridos! Eu os chamei aqui, porque até para se relacionar com uma mulher é caro para os senhores. Mas hoje, eu vou ficar com todos os senhores!
Rodrigo e Isabela saem de seus quartos respectivamente, e chegam na sala.
Rodrigo: O que é isso?
Ana: É o que o senhor está vendo!
Rodrigo: Ana, o seu marido morreu hoje, à senhora devia estar de luto!
Ana: A vida é muito curta para eu ficar de luto, Rodrigo, eu quero é aproveitá-la!
Rodrigo: Ana, por favor, pare com essa palhaçada! À senhora está assustando à Isabela!
Ana: Estou nada, eu aposto que ela já está acostumada a ver isso na cidade dela! Todos no fundo, escondem a sexualidade e o prazer dentro de si!
Rodrigo: Ana, pare de falar essas coisas, isso não é coisa que uma dama da sociedade possa dizer!
Ana: Eu não sou uma dama da sociedade, e nem quero ser, eu quero ser à rainha dos mendigos, começando por estes daqui!
Rodrigo: Ana, pare!
Ana: O senhor é muito chato, Rodrigo, suba para o seu quarto e vá se relacionar com à Isabela!
Rodrigo: Vamos então, Isabela, deixe essa louca por aí!

Amanhece em São João D' Acre. Suei e Pedro estão na cozinha tomando o café-da-manhã.. Sueli está esperando ansiosamente Regino sair do quarto e vir para cozinha. Regino então, chega na cozinha.
Regino: Bom dia!
Pedro: Bom dia, pai!
Sueli: Bom dia, amor! Eu estou com saudades de ganhar um beijo seu!
Regino: Eu só irei conceder esse presente para à senhora, depois que à senhora mudar o seu comportamento de minha esposa!

Em Jerusalém, na rua, Lúcio e Mateus conversam.
Mateus: Lúcio, o senhor sabia que o Paulo morreu ontem?
Lúcio: Aquele homem poderoso de São João D' Acre?
Mateus: Esse mesmo!
Lúcio: Aposto que foi algum muçulmano que o matou.
Mateus; Estão dizendo que sim.
Lúcio: Esses muçulmanos ainda irão pagar!

Em São João D' Acre, Ana vai até à casa de Olívia. Na sala, elas conversam.
Ana: Olívia, pode falar, com toda a sua sinceridade, eu não ficarei magoada. À senhora me traiu com o meu marido, não é?
Olívia: Por que à senhora está me perguntando isso?
Ana: Porque agora que ele está morto, é hora da verdade aparecer!
Olívia: Eu me relacionei com o seu marido sim!
Ana dá um tapa no rosto de Olívia.
Ana: Eu só queria saber, para poder fazer isso na senhora!

Na mata da cidade, Odete está com fome, até que chega Pedro no local trazendo comida para ela.
Odete: Pedro, como o senhor me achou aqui?
Pedro: À senhora se esqueceu que eu já fiquei aqui com à senhora. Por isso, eu pensei que à senhora só poderia estar aqui.
Os dois se beijam na boca.

Na igreja, depois do término da missa do padre Roberto, uma mendiga vai até ele, para conversar com o mesmo.
Mendiga: Padre Roberto, eu queria um santo para eu colocar em casa, para proteger a minha família. O senhor tem como me dar um?
Padre Roberto: À senhora vai pagar pelo o santo?
Mendiga: Eu não tenho dinheiro nem para alimentar minha filha.
Padre Roberto: Se não for pagar pelo o santo, pode ir embora!
A mulher sai da igreja chorando.

Na igreja, na sala de confissão, Regina conversa com padre Ricardo.
Padre Ricardo: À senhora veio se confessar?
Regina: Vim!
Padre Ricardo: Pode começar!
Regina: Padre, eu me apaixonei por um padre que eu acho que me enfeitiçou, e por isso, eu não consigo parar de pensar e desgrudar dele.

Anoitece em São João D' Acre. Padre Reginaldo vai até à casa de Neusa. Na sala, eles conversam.
Padre Reginaldo: Senhora Neusa, eu vim aqui, para lhe pedir desculpas, já pela a segunda tentativa, pois na primeira à senhora não me desculpou. Eu quero lhe pedir desculpas por tudo que eu te magoei, e vim propor a minha amizade para à senhora.
Neusa: O senhor me dá alguns dias para eu pensar?
Padre Reginaldo: Claro que sim!

Na igreja, em sua sala, bispo Sebastião conversa com padre Ricardo.
Bispo Sebastião: Padre, eu já não estou aguentando mais as tarefas de bispo, eu estou quase entregando o meu cargo.
Padre Ricardo: Não, bispo, o senhor não pode fazer isso!
Bispo Sebastião: Eu sei, por isso eu tenho que pensar bastante!

Em Jerusalém, em sua casa, na sala, Marcelo conversa com Padeceu.
Padeceu: Marcelo, eu estou achando que a nossa vida está parada há muito tempo! Por isso, eu estava pensando, em talvez nós fazermos uma viagem.
Marcelo: Para o senhor a vida pode estar parada, mas para mim, não está!
Padeceu: Eu sei porque não está, por causa da Gabriela! Depois que ela apareceu na sua vida, sua vida deu uma guinada! Não é mesmo?
Marcelo: Como sempre, o senhor acertou de novo!

Amanhece em Jerusalém. Na rua, Mateus vê uma mulher muito bonita, ele vai até ela para perguntar seu nome.
Mateus: Me desculpe, mas eu queria saber o nome da senhora?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, anoitece em São João D' Acre. Em casa, na sala, Regino, Sueli e Pedro conversam.
Regino: O senhores sabem da novidade?
Pedro: Não!
Sueli: Não, qual?
Regino: O padre Roberto falou que o Paulo foi encontrado morto na mata da cidade.
Sueli: Morto, e no mesmo local que foi encontrado o corpo do José?
Regino: Sim!
Sueli: E eles estão desconfiando que foi algum muçulmano que o matou?
Regino: Sim, pois antes do acontecido, à Ana falou para ele que um muçulmano tinha marcado um encontro com ele na mata da cidade, ela até alertou ele, de ir armado para prevenir de algum acontecimento trágico. Mesmo ele armado, pois ele levou uma espada dele no bolso, o muçulmano o conseguiu matá-lo.
Sueli: E à Ana e os familiares já sabem?
Regino: Sim, o padre Roberto já avisou-lhes.

Em casa, na sala, Regina conversa com o padre Ricardo.
Regina: O senhor sabe que até que eu fiquei aliviada com a morte do Paulo.
Padre Ricardo: Credo, Regina! À senhora não tem compaixão?
Regina: Tenho, mas ele era muito chato e ganancioso, queria o poder todo para ele! Mas agora, vamos aproveitar que o meu filho está dormindo no meu quarto, e vamos aproveitar um pouco.
Os dois se beijam na boca.

Em casa, na sala, Ana está com alguns homens mendigos que ela chamou para irem em sua casa.
Ana: Boa noite, meus queridos! Eu os chamei aqui, porque até para se relacionar com uma mulher é caro para os senhores. Mas hoje, eu vou ficar com todos os senhores!
Rodrigo e Isabela saem de seus quartos respectivamente, e chegam na sala.
Rodrigo: O que é isso?
Ana: É o que o senhor está vendo!
Rodrigo: Ana, o seu marido morreu hoje, à senhora devia estar de luto!
Ana: A vida é muito curta para eu ficar de luto, Rodrigo, eu quero é aproveitá-la!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, no comércio de Paulo, Sueli e Rodrigo conversam.
Rodrigo: Senhora Sueli, à senhora veio comprar o quê?
Sueli: Na verdade, eu vim te dar um presente.
Rodrigo: Um presente? Mas eu não estou fazendo aniversário!
Sueli: Mas eu vim te presenteá-lo, pois para mim, o senhor é um grande amigo! Aqui o presente!
Sueli entrega o presente para o Rodrigo.
Sueli: Espero que o senhor goste, é uma joia, não é muito cara, porque eu não tenho muito dinheiro.
Rodrigo: Muito obrigado, senhora Sueli!
Sueli: Senhor Rodrigo, se eu fosse solteira, o senhor se relacionaria comigo?
Rodrigo: Isso é pergunta de se fazer, senhora Sueli?
Sueli: Eu só queria saber sua opinião, senhor Rodrigo!
Rodrigo: Mas, por que à senhora precisa tanto da minha opinião?
Sueli: Porque há uns dias atrás, eu tenho reparado no senhor, e acho que eu nutri um sentimento pelo o senhor.
Rodrigo: Que tipo de sentimento?
Sueli: Sei lá, eu acho que é de amizade e de ternura, mas vamos deixar esse assunto para lá!

Em sua casa, na sala, Ana conversa com à Isabela.
Ana: E aí, Isabela, está gostando de ficar aqui?
Isabela: Estou, nunca pensei que seria tão bem tratada aqui!
Ana: À senhora e o meu irmão se conheceram em Jerusalém?
Isabela: Sim! Senhora Ana, eu não estou correndo perigo de ficar aqui?
Ana: Não, eu não irei deixar os padres e ninguém mais descobrir que à senhora está aqui!
Isabela: Obrigada, senhora Ana!
Ana: À senhora veio para cá, atrás do meu irmão. Mas, por quê?
Isabela: Ele estava em Jerusalém e depois veio para cá. Eu pensei que ele voltaria para Jerusalém depois de algum tempo, por causa de mim, mas isso não aconteceu, e por isso, eu decidi vir atrás dele, e fui recepcionada aqui muito bem, por todos.

À cavalo, Maria e Felipe juntamente com os outros muçulmanos, chegam em São João D' Acre.
Maria: Tio, nós chegamos na cidade, não é perigoso nós sermos pegos pelos os padres não?
Felipe: Se alguma pessoa daqui ou algum padre vier perguntar para nós, quem somos, nós vamos falar que somos católicos. Que nós moramos na roça e viemos à cidade fazer compras.
Maria: O que eu quero mesmo aqui, é arranjar algum homem para me relacionar!
Felipe: O quê?
Maria: Nada, tio! Eu não disse nada!

Em Jerusalém, no seu comércio, Marcelo está distraído em seus pensamentos. Padeceu chega no local, e percebe a distração de seu amigo.
Padeceu: Aposto que está pensando na Gabriela?
Marcelo: E se eu não tiver?
Padeceu: Não está pensando nela mesmo?
Marcelo: Estou sim, o senhor sempre acerta os meus pensamentos!
Padeceu: Deixa de bobeira, Marcelo, ela voltará, o senhor vai ver só!

Gabriela aparece no comércio de Marcelo, e ele fica radiante.
Gabriela: Boa tarde, senhor Marcelo!
Marcelo: Boa tarde! Por onde à senhora andou?
Gabriela: Eu não vim aqui falar sobre onde eu andei, e sim, para agradecer pessoalmente as flores que o senhor me deu.
Marcelo: Mas à senhora mandou um amigo seu agradecer pela à senhora.
Gabriela: Só que eu vim pessoalmente te agradecer de um jeito diferente.
Gabriela dá um beijo na boca de Marcelo.

Anoitece em São João D' Acre. Em casa, na sala, Regino, Sueli e Pedro conversam.
Regino: Os senhores sabem da novidade?
Pedro: Não!
Sueli: Não, qual?
Regino: O padre Roberto falou que o Paulo foi encontrado morto na mata da cidade.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, na mata da cidade, Paulo está esperando pelo o muçulmano que à Ana falou, que tinha marcado um encontro com ele naquele local. Alguns minutos depois, Paulo fica surpreso ao se deparar com Ana, Regina e Bartolomeu chegando ao local que ele está.
Paulo: O que os senhores estão fazendo aqui?
Ana: Bom dia, meu marido desgraçado!
Paulo: Do que à senhora me chamou?
Ana: De desgraçado!
Paulo: O que aconteceu com à senhora?
Ana: Eu vou ser direta! Eu só me casei com o senhor pelo o seu dinheiro, não por amor, essa coisa que para mim, não existe entre um homem e uma mulher. Pois com o seu dinheiro, eu vou ficar muito poderosa, podendo assim, me vingar desse bando de padres que mandam nessa cidade. E aliás, quem matou a sua tia enjoada, foi à Regina, eu odiava sua tia! Ela era muito chata!
Paulo: À Regina te ajudou a matar minha tia?
Ana: Ajudou, nós sempre fomos cúmplices! Eu e ela planejamos juntas esse plano, dela se casar com o meu pai, e depois ficar com o dinheiro dele, e eu me casar com o senhor, e depois ficar com o seu dinheiro.
Ana e Regina dão risadas.
Paulo tenta fugir, mas Bartolomeu o segura, e depois o amarra com uma corda num tronco de uma árvore.
Paulo: Às senhoras são umas desgraçadas! Eu vou denunciá-las para os padres!
Elas dão risadas novamente.
Ana: Como o senhor vai nos denunciar? Se o senhor vai morrer daqui a pouco?
Paulo: Por favor, Ana, tenha piedade de mim, não me mate! Eu deixo à senhora ficar com o meu dinheiro, se à senhora me deixar vivo, e depois eu sumo dessa cidade com a nossa filha.
Ana: De jeito nenhum! O senhor não vai levar à Manu de mim, seu vagabundo! A Manu é minha! E não de um burro que nem o senhor! Ela vai ser igualzinha a mim quando crescer! Ela também vai ser má!
Regina: Não, à sua filha não! Eu não deixo a senhora transformar a sua filha numa pessoa má, Ana! Nós podemos fazer maldades, mas os nossos filhos não!
Ana: À senhora não manda na minha filha, quem manda na minha filha sou eu!
Regina: À senhora só irá transformar sua filha numa pessoa má, se passar por cima de mim!
Ana: Chega Regina, depois nós conversamos sobre isso! Vamos matar essa lesma de uma vez!
Regina: Quem irá matá-lo será à senhora!
Paulo: À senhora vai ter coragem de matar o pai da sua filha? O que ela vai pensar da própria mãe, quando descobrir?
Ana: É verdade, Regina! Eu não vou ter coragem de olhar para a minha filha, sabendo que fui eu que matei o próprio pai dela!
Regina: À senhora é uma covarde mesmo! Pense no dinheiro, Ana! Pense no poder que à senhora vai ter!
Ana: Tá bom, eu o mato! Bartolomeu, pegue essa pedra grande que está perto do senhor, pois eu não aguento pegá-la, ela é grande e muito pesada. Depois me entregue.
Então, Bartolomeu pega a pedra que está perto dele. A pedra é grande e pesa muito, por isso ele fez muita força para pegá-la. Depois de pegá-la, ele a entrega para Ana, que não aguentando o peso da pedra, joga a pedra imediatamente em cima da cabeça de Paulo, que chega até a afundar e a sangrar muito, o local que a pedra atingiu. Antes de morrer, Paulo ainda consegue falar algumas palavras.
Paulo: Ana, à senhora é uma diaba! Eu não acredito que à senhora é mãe da minha filha!
Depois disso, Paulo falece.

No comércio de Paulo, Sueli e Rodrigo conversam.
Rodrigo: Senhora Sueli, à senhora veio comprar o quê?
Sueli: Na verdade, eu vim te dar um presente.
Rodrigo: Um presente? Mas eu não estou fazendo aniversário!
Sueli: Mas eu vim te presentá-lo, pois para mim, o senhor é um grande amigo! Aqui o presente!
Sueli entrega o presente para o Rodrigo.
Sueli: Espero que o senhor goste, é uma joia, não é muita cara, porque eu não tenho muito dinheiro.
Rodrigo: Muito obrigado, senhora Sueli!
Sueli: Senhor Rodrigo, se eu fosse solteira, o senhor se relacionaria comigo?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, em casa, na sala, Ana conversa com Regina.
Ana: À senhora chegou hoje de Damasco?
Regina: Sim!
Ana: Eu pensei que à senhora iria ficar mais!
Regina: Ana, se prepare, pois chegou a hora de matar o seu queridinho marido, o Paulo!
Ana: Mas já?
Regina: Nós já perdemos tempo demais!
Ana: Então, tá bom! Mas, será que eu vou ter coragem de matar ele?
Regina: Claro que vai, é só pensar nas recompensas que à senhora irá ganhar com a morte dele.
Ana: É verdade! Com a morte dele, eu vou mandar nos comércios dele, e assim, vou poder me vingar dos poderosos dessa cidade!
Regina: À senhora irá matá-lo numa mata, e nós vamos ter ajuda do meu empregado que eu recompenso ele com as minhas joias, o Bartolomeu. À senhora vai no comércio de seu marido, amanhã de manhã, falar para ele, que um muçulmano foi na sua casa, depois que ele tinha ido para o comércio dele, marcando um encontro com ele na mata da cidade, para eles conversarem. À senhora tem que fingir desespero, para ele não suspeitar de nada, falando para ele não ir, pois à senhora acha que o muçulmano marcou esse encontro para matá-lo. À senhora fala também, que se ele for, vá armado. Mas como os homens daqui, gostam de mostrar valentia e coragem, mesmo ele sabendo do perigo que estará correndo se encontrando supostamente com o muçulmano, ele irá nesse encontro, para mostrar que não é covarde. Com isso, o nosso plano dará certo, pois ele irá para à mata, pensando que encontrará e correrá perigo com um muçulmano, mas na verdade, ele encontrará e correrá perigo é com nós e com o Bartolomeu!
Ana: Nessa ocasião, eu irei deixar a minha filha, Manuela, com a empregada!

Anoitece em São João D' Acre. Paulo vai até à casa de Olívia. Na sala, eles conversam.
Paulo: Olívia, eu não estou mais aguentando ficar longe da senhora, se não fosse pela à minha filha, eu já tinha largado à Ana, a muito tempo!
Olívia: Eu falei que não queria mais me relacionar com o senhor!
Paulo: Mas eu não aguento ficar longe da senhora!
Paulo beija na boca de Olívia.

Amanhece em São João D' Acre. Na mata da cidade, Paulo está esperando pelo o muçulmano que à Ana falou, que tinha marcado um encontro com ele naquele local. Alguns minutos depois, Paulo fica surpreso ao se deparar com Ana, Regina e Bartolomeu chegando ao local que ele está.
Paulo: O que os senhores estão fazendo aqui?
Ana: Bom dia, meu marido desgraçado!

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em casa, no quarto de seu tio, Maria o vê arrumando as malas.
Maria: Tio Felipe, o senhor está pensando em ir procurar à Isabela?
Felipe: Sim! Por causa dessa demora da Isabela em voltar para à casa, eu concluí que ela foi para São João D' Acre, atrás do católico que ela gosta. E é para lá que eu estou indo, atrás dela!
Maria: O senhor está doido? O senhor vai me deixar sozinha aqui, eu sou mulher tio, eu não posso ficar numa cidade sozinha, em que muçulmanos e católicos estão guerreando!
Felipe: Fique na casa de uma amiga!
Maria: Eu tenho poucas amigas aqui, a minha melhor amiga é a minha prima, à Isabela. E essas meninas daqui são muito frescas, eu não aguento pessoas assim!
Felipe: Mas mulher é fresca mesmo de natureza!
Maria: Não é, eu não sou assim! Eu acho melhor eu ir com o senhor!
Felipe: É mais seguro à senhora ficar aqui!
Maria: Mas eu vou com o senhor, e já está decidido!

Em São João D' Acre, em casa, na cozinha, Ana, Paulo e Rodrigo almoçam. A empregada chega na cozinha e fala:
Empregada: Tem uma mulher lá fora que está querendo conversar com o senhor Rodrigo.
Rodrigo sai da cozinha e vai até a porta da casa, para atender a respectiva pessoa. Quando ele chega na porta, ele se depara com à Isabela segurando uma mala na mão direita.
Rodrigo: Isabela? O que à senhora está fazendo aqui?
Isabela: Eu vim atrás do senhor! O senhor falou que voltaria para Jerusalém, mas não voltou.
Rodrigo: Entre, vamos conversar na sala.
Na sala, eles continuam a conversar.
Rodrigo: Eu vou pedir à Ana, que é minha irmã, e ao marido dela, para eles deixarem à senhora ficar aqui por algum tempo.
Os dois se beijam na boca.

Em Jerusalém, em seu comércio, na sua sala, Marcelo conversa com Padeceu.
Marcelo: Padeceu, eu estou cansado de tentar me reabilitar do assassinato do meu filho! Por isso, eu decidi em participar na guerra das As cruzadas! Para eu poder me vingar dos muçulmanos, pois foram eles os responsáveis pela a morte do meu filho!
Padeceu: Eu aposto, que na verdade, isso tudo é para o senhor se esquecer da Gabriela!

Em São João D' Acre, em casa, na sala, Ana conversa com Regina.
Ana: À senhora chegou hoje de Damasco?
Regina: Sim!
Ana: Eu pensei que à senhora iria ficar mais!
Regina: Ana, se prepare, pois chegou a hora de matar o seu queridinho marido, o Paulo!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em Jerusalém, um mendigo vai até o comércio de Marcelo. Na sala de Marcelo, eles conversam.
Mendigo: Senhor Marcelo, eu vim até aqui, porque à Gabriela mandou eu agradecer para ela, as flores que o senhor mandou entregá-la.
Marcelo: Mas, por que ela não veio agradecer pessoalmente?
Mendigo: Porque ela viajou.
Marcelo: Viajou? Mas, para onde?
Mendigo: Isso ela não falou. Ela só falou que iria viajar para se prostituir.
Marcelo: Não pode ser, que ela viajou só para se prostituir! Que vergonha, meu Deus e minha Nossa Senhora!
Mendigo: O senhor é católico?
Marcelo: Não!
Mendigo: Então, por que o senhor falou ''Nossa Senhora''?
Marcelo: É de tanto ouvir desses católicos que lutam aqui!

Em São João D' Acre, em casa, na cozinha, Sueli e Pedro conversam.
Sueli: Pedro, hoje quando eu fui à feira, eu fiquei sabendo que os padres voltaram a investigar o paradeiro da Odete, pois eles descartaram a possibilidade dela estar morta, como o senhor falou. E as mortes decorrentes da praga, causada pela à Odete, não diminuíram. O senhor sabe onde está à Odete, não é?
Pedro: Não, eu não sei!
Sueli: Se o senhor não me contar, eu vou contar para os padres que o senhor sabe sim sobre o paradeiro dela!
Pedro: Mãe, se à senhora contar isso para os padres, eu conto para o meu pai, o seu interesse repentino pelo o Rodrigo!
Sueli: Tudo bem, a chantagem venceu!

Algumas horas depois, Regino chega em casa, para almoçar. Na cozinha, Pedro, Regino e Sueli almoçam.
Regino: Eu acabei de saber do padre Roberto, que o Lúcio melhorou do estado ruim que ele estava, causado pela a pedra que o muçulmano acertou na cabeça dele.
Pedro e Sueli: Viva!

Em Jerusalém, na rua, Lúcio está humilhando verbalmente um muçulmano. Mateus vê tudo, achando aquilo um absurdo.
Lúcio: Os muçulmanos não servem para nada, só servem para competir com nós católicos, Mateus, mas na verdade, eles não chegam aos nossos pés! Para o senhor ver, seu muçulmano desgraçado, um muçulmano do seu bando, acertou uma pedra na minha cabeça, achando que eu iria morrer por causa daquilo. Mas eu não sou fraco, igual a esses vermes que são a turma do senhor!
Muçulmano: O senhor não fala desse jeito dos muçulmanos, pois nós só estamos lutando pela à nossa cidade, que por direito é nossa!
Lúcio: O único lugar do senhor, é no inferno, junto com o seu bando de pagãos!
Lúcio começa a dar socos e chutes no muçulmano, até que Mateus o repreende.
Mateus: Lúcio, o senhor não melhorou completamente, o senhor ainda não pode fazer muito esforço! E aliás, o senhor já disse o que tinha para dizer para esse muçulmano!
Lúcio: Espere um pouco, deixe eu dar o tratamento que ele merece!
Lúcio pega a sua espada, e enfia na barriga do muçulmano, que morre imediatamente.

Em São João D' Acre, no comércio de Paulo, Olívia está trabalhando. Ela vai até à sala de seu patrão, para conversar com ele.
Olívia: Paulo, eu pensei muito bem, aliás, hoje eu pensei nisso bastante! Eu acho melhor nós terminarmos a nossa relação!
Paulo: Por que?
Olívia: Eu não quero ter uma relação às escondidas com o senhor, eu quero uma vida amorosa diferente, não uma vida amorosa secretamente! O senhor deve ficar e cuidar da sua filha e da sua esposa, e não ficar comigo!
Ela sai da sala de Paulo, e volta a trabalhar.

Anoitece em São João D' Acre. Na casa que Odete está residindo, Odete escuta passos e conversas em direção a sua casa. Alguém começa a gritar:
Padre Roberto: Tem alguém em casa? Eu vim atender para o perdão dos pecados, se o senhor ou a senhora quiser se confessar.
Depois de alguns minutos, padre Roberto decide mandar os seus guardas arrombarem a porta da casa.
Depois de arrombarem a porta, padre Roberto entra na casa, e na sala, ele vê uma janela aberta. Ao olhar para a janela, ele vê uma mulher correndo pelo o mato.
Padre Roberto: Guardas, atrás daquela mulher que está fugindo, talvez ela pode ser à Odete!

Em Damasco, na casa que eles estão de passagem, padre Ricardo e Regina conversam.
Padre Ricardo: Regina, eu acho que está na hora de nós voltarmos para São João D' Acre! Nós já nos relacionamos bastante, deu para aproveitar!
Regina: Mas, já?
Padre Ricardo: Eu sou um padre, eu tenho deveres a fazer na minha cidade!
Regina: E os seus compromissos que o senhor não cumpriu aqui? O senhor irá dizer o quê para os padres?
Padre Ricardo: Eu invento qualquer coisa para eles!

Padre Reginaldo vai até à casa de Neusa, para pedir desculpas a ela, pelas as humilhações que ele disse para ela, na última vez que eles se viram.
Padre Reginaldo: Eu vim até aqui, para lhe pedir desculpas pelo o que eu disse para a senhora, na última vez que eu te encontrei. E peço a sua confiança para a senhora poder voltar a confessar os seus pecados para mim.
Neusa: Pedir desculpas? Depois do senhor ter me humilhado por eu ser pobre, eu não consigo perdoá-lo! Aliás, há muito tempo o senhor perdeu a sua credibilidade como padre para mim!

Amanhece em São João D' Acre. Na igreja, em sua sala, bispo Sebastião conversa com padre Roberto.
Padre Roberto: Senhor bispo, ontem eu fui na antiga casa da Regina, pensando que haveria alguém morando lá, para atender essa pessoa para o perdão dos pecados. Eu cheguei lá, e gritei por alguém, mas ninguém respondeu, eu então, mandei os guardas arrombarem a porta. Quando eu entrei na sala, eu vi uma janela aberta, e pela a janela, eu vi uma mulher correndo, mas eu não consegui ver quem era. Eu desconfiei que poderia ser à Odete.
Bispo Sebastião: Os guardas conseguiram pegar a mulher?
Padre Roberto: Não, pois estava muito escuro no mato, e ela corria bastante e depois ela tinha sumido pelo o mato.

Em Jerusalém, em seu comércio, Padeceu conversa com Marcelo.
Padeceu: Por que o senhor está triste desse jeito?
Marcelo: À Gabriela viajou, não sei para onde, para se prostituir.
Padeceu: Coitado, o senhor perdeu as esperanças com ela!
Marcelo: Não, ela ainda pode voltar. Nessa vida, a qualquer momento nós devemos estar preparados para as surpresas que ela nos reservou!

Em casa, no quarto de seu tio, Maria o vê arrumando as malas.
Maria: Tio Felipe, o senhor está pensando em ir procurar à Isabela?
Felipe: Sim! Por causa dessa demora da Isabela em voltar para à casa, eu concluí que ela foi para São João D' Acre, atrás do católico que ela gosta. E é para lá que eu estou indo, atrás dela!

Mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.