segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, na rua, Sueli repara que o Rodrigo está olhando para ela. Ela vai até ele perguntar o motivo.
Sueli: Senhor Rodrigo, por que o senhor está me olhando tanto?
Rodrigo: Desculpa, senhora Sueli, se eu te assustei com os meus olhares.
Sueli: Não me assustou não, mas eu quero saber o motivo do senhor ter me olhado tanto.
Rodrigo: Sueli, foi um olhar de cumprimento, eu iria cumprimentá-la, mas antes, eu a cumprimentei com os meus olhares, mas como eu não fui respondido pela à senhora, eu já estava ficando preocupado pelo o que à senhora estava pensando da minha atitude.
Sueli: Eu pensei que os seus olhares para mim, era uma forma do senhor dizer que estava querendo se relacionar comigo, era como se o senhor me chamasse para se relacionar com o senhor. Eu já iria brigar com o senhor, pela falta de respeito, com uma mulher casada! Mas como não foi o que eu pensei, graças a Deus, foi um mal entendido, agora está tudo resolvido. Eu agora vou voltar para à minha casa, para preparar o almoço, para quando o meu marido chegar do trabalho, o almoço estiver pronto. Um bom dia para o senhor, Rodrigo!
Rodrigo: Bom dia para à senhora também!

Em Jerusalém, na casa de Maria, em seu quarto, Isabela conversa com à sua prima.
Isabela: Maria, à senhora foi na feira hoje, à senhora escutou alguma fofoca importante?
Maria: Escutei, se prepare que é uma bomba. O pai do Rodrigo, o José, o homem mais poderoso de São João D' Acre, morreu.
Isabela: Morreu? Como?
Maria: Acharam ele morto na mata da cidade. O pessoal da feira falaram que os padres estão desconfiando que é algum muçulmano que matou o José. O corpo dele estava todo esfaqueado na mata.

Em São João D' Acre, na casa de Ana e Paulo, na sala, Rodrigo estranha o movimento de pessoas na casa da irmã dele.
Rodrigo: Ana, o que siginifica esse tanto de pessoas entrando na nossa casa?
Ana: Eu estou fazendo uma festa!
Rodrigo: Festa? À senhora devia estar de luto pela a morte do nosso pai, todos vão comentar essa sua atitude louca na cidade! Esqueceu que o nosso pai morreu?
Ana: É por isso mesmo que eu estou fazendo uma festa, porque o meu pai morreu, eu estou muito feliz por isso, eu o odiava. E essas pessoas que estão na minha casa, são pessoas pobres, que não tem nem o que comer, essas pessoas são as que o nosso pai mais odiava. Mas agora, Rodrigo, com licença, eu vou lá na cozinha, mandar os empregados fazerem o almoço para os pobres, eu vou mandá-los servirem para os pobres às comidas que os ricos comem.
Rodrigo: À Ana está completamente louca! A sorte dela é que o Paulo está trabalhando, e por isso, não está tendo a oportunidade de ver essa loucura, se não, ele estaria furioso com ela.

Em Jerusalém, em sua casa, na cozinha, Marcelo almoça com o Padeceu.
Marcelo: Padeceu, como o senhor é muito meu amigo, o senhor acha que eu devo voltar a me relacionar com à Maria?
Padeceu: Siga o que o senhor quer. O senhor quer se relacionar com ela?
Marcelo: Eu não sei. Eu corro risco me relacionando com ela, ela é muito doida, ela não acredita em Deus, ela é uma pagã, mas finge que acredita no Deus dos muçulmanos por causa do medo que ela sente do tio dela, e eu sou católico, como é que eu vou me relacionar com uma muçulmana?
Padeceu: Seu caso é mais complicado do que eu imaginava!

Na rua, Felipe se encontra com à Gabriela.
Felipe: Boa tarde, minha menina!
Gabriela: Boa tarde, senhor Felipe!
Felipe: Gostou do nosso último encontro lá na minha casa?
Gabriela: Adorei, nós poderíamos repetir, o senhor é ótimo!
Felipe: Gabriela, à senhora quer se relacionar comigo escondida?
Gabriela: Se relacionar sério, sem eu receber pagamentos?
Felipe: É, como um relacionamento normal entre um homem e uma mulher, à única diferença é que será escondido. Eu quero se apaixonar pela à senhora, Gabriela. À senhora aceita?
Gabriela: É claro que eu aceito, senhor Felipe.

Em São João D' Acre, em casa, na cozinha, Pedro, Regino e Sueli almoçam.
Regino: Sueli, eu vou te fazer uma pergunta, mas eu quero que à senhora responda com sinceridade. À senhora está feliz atualmente com o nosso casamento?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, padre Roberto tenta entender a morte de José, por isso, ele faz uma pergunta para à Regina.
Padre Roberto: Regina, me ajude a entender a morte do seu marido. Ontem a tarde, ele fechou os comércios dele, como de costume, e veio de carruagem para cá, ele conseguiu chegar aqui?
Regina: Não, ele não chegou em casa! Ele não dormiu em casa, ontem a noite!
Padre Roberto: Eu estou desconfiando, que algum muçulmano sequestrou o José, quando ele estava a caminho para cá, e o levou para à mata, e lá o matou.
Regina: Eu acho que o senhor está certo, pois o meu empregado achou a carruagem do José na rua, e ele não estava dentro dela.

Anoitece em São João D' Acre. Em casa, Regino e Sueli conversam no quarto deles.
Sueli: Regino, para de ficar olhando para outras mulheres na rua!
Regino: Eu? À senhora está ficando maluca? Eu não olho para nenhuma mulher além da senhora, eu a amo!
Eu acho que à senhora está com ciúmes.
Sueli: Claro que não! Eu só quero reprimir os pecados dessa casa, como o seu de ficar olhando para outras mulheres.

Amanhece em Jerusalém. Na rua, Lúcio conversa com o Mateus.
Lúcio: Mateus, reza por mim, eu marquei aqui para brigar com um muçulmano.
Mateus: O quê? O senhor marcou com um muçulmano para os senhores brigarem aqui?
Lúcio: Isso. Ele me desafiou quando eu invadi à casa dele para matá-lo, ele mais outros homens me expulsaram da casa a força. Desde aquele dia eu estou com muita raiva dele, pois eu não gosto de fracassar em meus objetivos, e desta vez eu vou matá-lo. O senhor quer me ajudar?
Mateus: De jeito nenhum, isso é problema seu!

Em São João D' Acre, na casa que Odete está residindo, ela conversa com o Pedro na sala.
Odete: Pedro, que bom que o senhor está de volta para mim, mas eu estou feliz também, pelo o senhor ter voltado a me ajudar nas despesas da casa e nas minhas necessidades, pois eu estava correndo muito perigo, entregando às verduras para à feira disfarçada, eu podia ser reconhecida.
Pedro: Não pensa mais nisso, agora eu estou aqui, para entregar às suas verduras para à feira e para comprar comida para à senhora, pois se à senhora sair desta casa, à senhora corre risco de ser reconhecida, e se isso acontecesse, à senhora seria presa. À senhora não corre mais risco, eu estou aqui!
Os dois se beijam na boca.

Padre Ricardo vai até à casa de Regina, para consolá-la, eles conversam na sala.
Padre Ricardo: Senhora Regina, eu sinto muita pena da senhora, em perder um grande marido como o senhor José.
Regina: Não precisa desse discurso, padre, o senhor sabe muito bem, que o José não era um bom marido, ele me maltratava.
Padre Ricardo: Eu sei, mas ele era um bom homem!
Regina: Padre, eu sei que é pecado, mas eu penso pelo o lado positivo da morte do José, pois eu não gostava mais dele, mas mesmo assim, eu o respeitava. Agora que o José morreu, nós vamos poder nos encontrar para nos relacionarmos aqui na minha casa, padre. Aqui nós vamos ter mais privacidade!
Padre Ricardo: E os empregados?
Regina: Eu mando dispensá-los.
Padre Ricardo: Eles estão aqui agora?
Regina: Não, eu mandei dispensá-los, e o meu filho está dormindo no meu quarto.
Regina beija o padre Ricardo na boca.

Na casa de Neusa, na sala, padre Reginaldo à humilha.
Padre Reginaldo: Neusa, agora à senhora conseguiu o que queria. Que eu não viesse na sua casa para à senhora poder se confessar comigo, mas não é só comigo que à senhora não vai poder se confessar, com os outros padres também. O bispo ordenou que os pobres que não aumentassem o valor das doações para à igreja, não poderiam mais assistir às missas, e nem se confessar. Antes dessa imposição do bispo, às mulheres pobres já não podiam assistir às missas, só podiam se confessar, mas agora, se elas não aumentarem os valores das doações, nem se confessarem elas não vão poder mais.
Padre Reginaldo ri, humilhando à Neusa.

Na igreja, em sua sala, bispo Sebastião conversa com o padre Roberto.
Bispo Sebastião: Padre, declare oficialmente luto na cidade pela morte do senhor José, o homem mais importante dessa cidade. Nós perdemos um grande aliado, no meio dessas turbulências que à igreja está passando, essa morte não podia ter acontecido.
Padre Roberto: Pode deixar comigo, bispo! Eu vou falar para à toda cidade, que nós estamos de luto por causa do senhor José!

Na rua, Sueli repara que o Rodrigo está olhando para ela. Ela vai até ele perguntar o motivo.
Sueli: Senhor Rodrigo, por que o senhor estava me olhando tanto?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Segunda, mais um capítulo às 17:15.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em São João D' Acre, Ana vai até à casa de Regina, para conversar com ela.
Ana: Regina, se prepare, o padre Roberto vai vir aqui contar para à senhora, que o idiota do meu pai está morto, a cidade toda já sabe.
Regina: Ana, eu não acredito que eu vou receber a visita do padre na minha casa, para me pertubar! Eu pensei que eu ficaria feliz com a morte do José, o que eu fico triste, é ter que finjir tristeza com a morte daquele enjoado. E vai ser o padre Roberto mesmo que vai vir me visitar? Podia ser o padre Ricardo!
Ana: Regina, sua safadinha!

Na casa de Olívia, Olívia conversa com o Paulo na sala.
Paulo: Olívia, à senhora está me olhando de um jeito, nós viemos aqui é para tratar de negócios!
Olívia: Eu sei, mas quando eu estou perto do senhor, eu não consigo pensar em alguma coisa, eu só penso no senhor.
Paulo: À senhora já está me reparando de um jeito diferente, desde à primeira vez que eu vim aqui. Mas agora vamos tratar de negócios mesmo, pois eu sou casado, tudo bem?
Olívia: Tá bom!

Padre Roberto vai até à casa de Regina, para lhe dar os pêsames. Na sala, eles conversam.
Padre Roberto: Senhora Regina, eu lamento muito pelo o acontecido, o José, era o homem mais importante da cidade, ele era um homem muito íntegro.
Regina finge estar triste, e finge que está chorando.
Regina: Padre, eu estou sofrendo muito, com à perda desse maravilhoso homem com o qual eu me casei, ele me deixou com o meu filho sozinha nesse mundo. Neste momento triste da minha vida, eu estou deixando à minha empregada cuidar do meu filho, pois eu não estou com vontade para mais nada.
Padre Roberto: Regina, me ajude a entender a morte do seu marido. Ontem a tarde, ele fechou os comércios dele, como de costume, e veio de carruagem para cá, ele conseguiu chegar aqui?
Regina: Não, ele não chegou em casa!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, Regina manda Bartolomeu jogar o corpo de José na mata de São João D' Acre.
Regina: Bartolomeu, jogue o corpo desse idiota, na mata daqui. Só não deixe ninguém ver o corpo dele sendo levado pela carruagem para à mata, por isso, não esqueça de tampá-lo com um pano. Agora, leve ele logo daqui, vá, eu não quero mais olhar para esse verme!
Bartolomeu: Boa tarde para às senhoras então! Não esqueça da minha recompensa, senhora Regina.
Bartolomeu sai da casa de Regina.
Regina: Ana, à senhora gostou de ter realizado o seu sonho?
Ana: Muito! Eu adorei à nossa atuação!
Regina: Agora que eu me livrei do seu pai, eu quero pegar muitos homens bonitos, isso inclui o seu irmão.

Anoitece em Jerusalém. Na casa de Maria, Isabela vai até o quarto de seu pai, para conversar com ele.
Isabela: Pai, o senhor está pensando em fazer alguma coisa com os católicos, depois dos que eles fizeram na festa de aniversário?
Felipe: Por que à senhora está me perguntando isso?
Isabela: Depois que eu contei o acontecido na festa de aniversário para o senhor, eu estou preocupada de que o senhor está com muita raiva desse acontecimento causado pelos os católicos, e esteja querendo vingança.
Felipe: Vou ser sincero! Eu fiquei sim, com muita raiva dos católicos por eles terem matado a aniversariante da festa, e estou querendo me vingar, mas eu não sei o que eu vou fazer ainda.

Amanhece em São João D' Acre. Padre Roberto vai até à casa de Ana e Paulo, para informar uma notícia para eles.
Padre Roberto: Que bom que eu encontrei com todos os senhores na sala: Ana, Rodrigo e Paulo.
Paulo: Padre, o senhor está triste, o senhor vai contar alguma notícia triste para nós?
Padre Roberto: Nós perdemos em nosso meio, um homem muito querido por toda essa cidade, um homem digno, responsável, corajoso, religioso e forte, o homem mais importante dessa cidade. 
Rodrigo: O senhor está falando do meu pai?
Padre Roberto: Infelizmente, sim!
Rodrigo começa a chorar desesperadamente.
Ana finje que está chorando.
Ana: Padre, mas como ele morreu?
Padre Roberto: Os guardas da igreja, o encontraram caido com o corpo todo furado na mata, eu desconfio que algum muçulmano inimigo do José, matou ele o esfaqueando.

Em Jerusalém, Maria vai até à casa de Marcelo, e o encontra na cozinha almoçando.
Maria: Marcelo, eu queria que o senhor me devorasse, igual está devorando à sua comida.
Marcelo: Maria, para com bobeira, e fale logo o que à senhora quer.
Maria: Eu quero é o senhor!
Marcelo: Eu não consigo Maria, eu vou me sentir culpado da morte do meu filho, se eu me relacionar com à senhora.
Maria: O seu filho foi muito importante para nós, mas agora, nós temos que seguir às nossas vidas, tentarmos ser felizes, e eu aposto que se ele estivesse aqui, ele iria dizer isso para nós.
Marcelo: Maria, à senhora acredita em Deus?
Maria: Não, Marcelo! Eu acredito é nosso relacionamento!
Maria beija Marcelo na boca.

Em São João D' Acre, Ana vai até à casa de Regina, para conversar com ela.
Ana: Regina, se prepare, o padre Roberto vai vir aqui contar para à senhora, que o idiota do meu pai está morto, a cidade toda já sabe.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 31 de julho de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, Ana, Regina e Bartolomeu, escutam um barulho de uma carruagem, vindo na direção da casa de Regina.
Regina: Ele está chegando.
Ao chegar em casa, José se depara com Ana, Bartolomeu e Regina com um aspecto de seriedade, na sala.
Regina: Boa tarde, José. Se prepare para conhecer o inferno hoje.
José: O que está acontecendo aqui? E por que à senhora falou comigo desse jeito?
Regina: Porque o senhor irá conhecer o inferno hoje. Se prepare para às nossas brincadeiras.
José: Eu não estou te entendendo, Regina. À senhora pode me explicar o motivo da Ana e do Bartolomeu estarem na sala, parados feito uma estátua?
Regina: Tudo bem, eu vou te explicar. Mas prepare o seu coração, querido. José, o senhor é um idiota mesmo, como o senhor nunca desconfiou de mim? Eu não sou quem o senhor pensa que é. Eu não sou uma santa, era tudo fingimento, eu fingia ser uma santa, eu fingia ser o que eu não sou. E eu consegui enganá-lo direitinho, porque o senhor é um idiota.
José começa a chorar.
José: Eu não estou entendendo o motivo da senhora estar falando assim comigo.
Regina: Eu vou te explicar, mas antes, o Bartolomeu irá amarrá-lo. Bartolomeu, amarre ele na cadeira.
Bartolomeu então amarra os pés, às pernas e os braços de José na cadeira, com uma corda.
Regina: Agora eu vou te explicar. Eu casei com o senhor por causa do dinheiro, não por amor. O senhor achou mesmo que eu iria me apaixonar por um velho feioso e turrão que nem o senhor? Eu gosto é de homens novos, musculosos, e não, de velhos que já tem o corpo todo caído. Eu só me casei com o senhor pelo o seu dinheiro, e pelo o senhor ser o homem mais importante da cidade, mas na verdade, eu te odiava. O meu objetivo era me vingar dos ricos, dos poderosos, porque quando eu era criança e adolescente, eu e os meus pais eram muito pobres, e para ajudá-los a colocarem comida na mesa, eu decidi trabalhar como empregada para uma família rica. Eu sofri muito nas mãos daquela família, eles me humilhavam pela minha pobreza, me davam comida estragada ou restos de comida para eu comer, mas o pior de tudo, era o meu patrão. Ele queria se relacionar comigo, mas ele era da sua idade, José, eu sentia nojo só de pensar em me deitar com aquele velho, com um corpo nojento. Mas ele me obrigou a deitar com ele, em consequência disso, eu fiquei grávida de uma menina. Mas eu tive que entregá-la para uma mulher, eu não tinha condições de sustentá-la, pois os meus já tinham falecido nessa época, e eu sofri muito ao fazer isso. Os padres também me humilhavam por eu ser pobre, eles não permitiam que eu assistisse às missas, enquanto eu não aumentasse o valor das minhas doações, eu também não podia me confessar, e eu não podia ler à bíblia. Diante dessas situações, eu comecei a ter raiva dos ricos e dos poderosos que mandam e abusam dos pobres. Por isso, eu decidi me vingar, mostrar para os poderosos, que eu também podia ser rica e poderosa, que uma pessoa pobre, podia chegar no lugar que eles estão. Para começar à minha vingança, eu vim para cá, e descobri que o senhor é o homem mais poderoso da cidade, aí eu decidi conquistar o senhor, para nós casarmos, e depois de casados, eu matá-lo, para enfim, eu poder mandar na cidade sozinha. E eu vou ficar com tudo que é seu, já que o senhor deserdou os seus filhos. O senhor deve estar se perguntando: O que à Ana tem haver com isso? Tudo, ela sabia dessa armação o tempo todo, por isso, nós somos tão amigas. O senhor sabe muito bem os motivos dela ter me ajudado. Porque ela sempre te odiou, por causa que o senhor não aceitou à Aparecida como esposa, depois de ter descoberto que ela era muçulmana, e ela e à Ana eram muito apegadas uma na outra. Por isso que à Ana, te desafia e te odeia. Conta um pouco para ele , Ana.
Ana: José, pai não, porque eu não te considero como pai, eu nunca vou considerar um verme como meu pai. Por causa do meu ódio pelo o senhor, eu decidi ser independente, para não depender do senhor mais. Por isso, o meu casamento é mais uma armação. Eu decidi me casar com o Paulo, para ser independente, para me livrar do senhor. E a minha independência irá chegar, depois que o senhor morrer, porque eu irei matar o meu marido, o idiota do Paulo. E por causa do meu desejo pela à minha independência, eu matei à tia do Paulo, aquela velha enjoada, eu a matei, para agora, só ter o Paulo para matar, e lembrando, à Regina me ajudou à matar à tia do Paulo, e ela irá me ajudar à matar o Paulo.
José: Eu não acredito que eu fui enganado tanto assim na minha vida, às senhoras são umas montras, alguém tem parar às senhoras. E eu não acredito, que à minha própria filha teve coragem de fazer essas coisas absurdas, e a odiar tanto o pai dela assim.
Regina: Cale à boca, seu idiota. Não, cale à boca não, agora que eu quero ver o senhor gritar, não precisa ter medo, ninguém irá escutá-lo, eu dispensei os empregados por hoje, e o nosso filho, foi junto com à empregada. E não se preocupe, eu não irei fazer mal ao nosso filho, porque o meu filho eu amo, é tudo o que eu mais amo nessa vida, e eu irei ensiná-lo a ser uma pessoa boa, ele não irá se tornar uma pessoa como eu. Agora, se prepare para gritar bastante, e para sentir dores bastante. Ana, agora é à hora da senhora descarregar o ódio que à senhora sente pelo o seu pai. Pegue essa faca, que o Bartolomeu irá entregá-la, e comece a esfaquear o seu pai. Esfaqueie as partes que não irá matá-lo, só para ele sofrer antes dele ir para o inferno, agora ele só vai sentir muita dor. Mas deixe algumas partes para mim também, eu também quero ter esse gostinho, de esfaquear esse corpo horroso desse idiota.
Ana e Regina se revezam para esfaqueá-lo. Ao esfaqueá-lo, José grita e chora muito de dor.
Regina: Agora já chega. Cansei de ver esse covarde chorando e gritando de medo, depois de estar com o corpo todo furado. Agora é à hora desse idiota ir para o inferno, mas antes, vamos nos despedir dele, Ana.
Ana e Regina cuspe no rosto de José. Regina pega à faca da mão de Ana, e mira na direção do coração de José. José então grita e chora desesperado, mas Regina acerta à faca no peito dele perto do seu coração, e ainda aperta à faca para ela descer mais pelo o seu peito. José então morre.
Regina: Bartolomeu, jogue o corpo desse idiota, na mata daqui. Só não deixe ninguém ver o corpo dele sendo levado pela carruagem para à mata, por isso, não esqueça de tampá-lo com um pano. Os padres irão achar que foi um muçulmano inimigo do José, que o matou. Agora, leve ele logo daqui, vá, eu não quero mais olhar para esse verme.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em seu comércio, José fala para o seu empregado:
José: Eu vou te confessar uma coisa, pois eu não aguento mais isso entalado em mim, mas o senhor tem que prometer que não vai contar para ninguém.
Empregado: Eu prometo, senhor.
José: Só agora que eu percebi que à pessoa que eu sempre amei foi à Aparecida.
Empregado: Desculpe falar, mas porque então o senhor se casou com à Regina?
José: Não sei, essa pergunta é muito difícil. Mas no início eu pensei que eu amava à Regina, mas só com o passar do tempo, que eu fui percebendo que talvez o que eu sentia por ela, não era amor. Aliás, à Regina é muito diferente da à Aparecida. À Regina se importa muito com joias, e à Aparecida nem ligava com isso.

Pedro vai até à casa que Odete está residindo, para encontrá-la pela primeira vez depois de ter saído da prisão. Ao vê-lo, Odete o beija na boca.
Odete: Pedro, eu estava morrendo de saudades do senhor, eu estava tão aflita.
Pedro: Mas agora isso acabou, eu estou aqui, Odete. Eu nunca vou te deixar. Como à senhora conseguiu se sustentar?
Odete: Eu entregava às verduras para à feira, disfarçada, sempre com um pano cobrindo o meu rosto. Mas às pessoas já estavam começando a desconfiar, mas não descobriram nada ainda.

Na igreja, padre Roberto conversa com o bispo Sebastião.
Padre Roberto: Bispo, à ocorrência de doenças da praga, ocasionadas pela à bruxa Odete, diminuiu em nossa cidade.
Bispo Sebastião: Mas diminuiu muito pouco, em relação ao fato de nós acharmos que à Odete morreu. Devia ter diminuído mais, pois à bruxa que causava à praga, está supostamente morta. Ou será que à presença do diabo, trazido pela à Odete, para essa cidade, continua aqui? Também existe o fato da Odete talvez não está morta.
Padre Roberto: Não, bispo. Essa tese está descartada. Bispo, eu posso pegar um pouco do dinheiro das doações da igreja, para mim? Para eu cuidar dos meus problemas pessoais.
Bispo Sebastião: Pode, mas não minta para mim, eu sei às suas verdadeiras intenções com esse dinheiro.

Na igreja, padre Ricardo e padre Reginaldo conversam.
Padre Ricardo: Padre, o senhor ficou sabendo das novas determinações do bispo?
Padre Reginaldo: Não.
Padre Ricardo: Foi determinado que às mulheres pobres, que não aumentarem os valores das doações para à igreja, não poderão assistir às missas, ele também aumentou o valor mínimo estipulado para os pobres doarem para à igreja. E também determinou, que quem estiver traduzindo à bíblia para outras línguas, exceto  o latim, será condenado à prisão, podendo ser condenado a morte também, esta mesma punição vale para quem se rebelar contra à igreja, ou seja, se opor à ela.
Padre Reginaldo: Gostei, nós temos que ser firmes para às regras serem cumpridas.

Em sua casa, na sala, Regina conversa com à Ana.
Regina: Ana, se prepare, hoje se realizará o seu sonho, ver o idiota do seu pai morto. Já está tudo preparado, eu dispensei os empregados por hoje, e mandei uma empregada minha levar o meu filho com ela para à sua casa.
Ana: Mas e esse empregado ai?
Regina: Não se preocupe, ele é nosso aliado, ele se chama Bartolomeu. Ele sabe que será recompensado estando ao nosso lado, ele ganhará uma joia minha muito cara, uma joia de ouro. Já estamos preparados, pois daqui a pouco ele chega do trabalho.
Eles então escutam um barulho de uma carruagem, vindo na direção da casa de Regina.
Regina: Ele está chegando.
Ao chegar em casa, José se depara com Ana, Bartolomeu e Regina com um aspecto de seriedade, na sala.
Regina: Boa tarde, José. Se prepare para conhecer o inferno hoje.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Segunda, mais um capítulo às 17:15.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em Jerusalém, na cozinha da casa de Maria, Felipe, Isabela e Maria conversam.
Felipe: Meninas, porque às senhoras voltaram tão rápido da festa?
Isabela: A festa estava muito chata, pai.
Maria: Isabela, não minta, vamos falar a verdade. O seu pai não vai ficar bravo!
Isabela: Pai, os católicos invadiram à festa, e começaram à matar às pessoas, eles mataram até a aniversariante, à Suzana. Eu e à Maria, como nós estávamos perto da porta dos fundos, nós conseguimos fugir de lá, pois, quando nós vimos os católicos matando às pessoas, nós fugimos rapidamente.
Pai: Às senhoras correram muito perigo! Mas eu não estou bravo com às senhoras, não é culpa das senhoras o que aconteceu.
Felipe abraça às duas.

Em São João D' Acre, em casa, na cozinha, José e Regina almoçam.
José: E o nosso filho, Regina, está dormindo?
Regina: Sim, dormindo feito um anjo! Eu fiquei surpresa com o senhor preocupado com o nosso filho!
José: Eu não posso? À senhora sabe muito bem que eu me preocupo com ele, que eu o amo, à senhora que está com ciúmes de uma morta.
Regina: De quem o senhor está falando?
José: Não se finja de besta, eu estou falando da à Aparecida.
Regina: José, me perdoe, desculpa pelos os meus ciúmes, mas isso é uma prova de que eu te amo demais. Vamos lá para cima, eu mando à empregada colocar o nosso filho no quarto dela.
José: Eu te desculpo, mas eu não vou poder ir para o nosso quarto com à senhora, eu tenho que voltar para o meu trabalho. Mas eu posso te dar isso.
José beija Regina na boca.


Em casa, na cozinha, Ana (com à sua filha no seu colo) e Paulo almoçam.
Paulo: Ana, ontem eu fui na casa da Olívia, tratar sobre negócios com ela, sobre os meus comércios. Ela é tão simpática, à senhora precisa conhecê-la, ela é uma mulher encantadora com à sua simpatia e graça.
Ana: Paulo, eu estou te achando muito entusiasmado ao falar sobre à Olívia! O senhor foi tratar sobre negócios mesmo?
Paulo: É óbvio, Ana! Eu só quis dizer que ela é muito simpática, e também, para indicá-la para à senhora conhecer, para fazer novos amigos.

Em seu comércio, José fala para o seu empregado:
José: Eu vou te confessar uma coisa, pois eu não aguento mais isso entalado em mim, mas o senhor tem que prometer que não vai contar para ninguém.
Empregado: Eu prometo, senhor.
José: Só agora que eu percebi que à pessoa que eu sempre amei foi à Aparecida.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.