quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, em Jerusalém, na casa de Maria, Isabela está na sala com as suas malas prontas, se despedindo da sua prima.
Isabela: Maria, eu não quero ver à senhora chorando!
Maria: À senhora tem certeza que vai? À senhora vai de quê mesmo?
Isabela: Eu vou à cavalo com outros muçulmanos que estão indo para lá.
Maria começa a chorar.
Maria: Então vai logo, antes que o seu pai volte da casa de um amigo muçulmano dele.
Isabela: Tudo bem!
As duas se abraçam.
Isabela: Até mais ver, minha prima louca!
Maria: Até mais ver, e não esqueça de conseguir pegar o bonitão do Rodrigo!
Isabela: Pode deixar!
Isabela sai de casa, e Maria fica chorando.

Em São João D' Acre, em casa, Sueli e Pedro almoçam.
Pedro: Mãe, eu vou aproveitar que o pai ainda não chegou do trabalho para almoçar, e vou contar o que eu vi à senhora fazendo.
Sueli: Eu? Eu não fiz nada!
Pedro: Fez sim! Eu vi à senhora hoje na rua de manhã, indo para à feira, olhando para o comércio do Paulo para observar o Rodrigo lá dentro.
Sueli: Eu estava passando e só olhei discretamente!
Pedro: À senhora não me engana! Eu sei o seu discretamente!
Sueli: Tá bom! Onde o senhor está querendo chegar com essa conversa?
Pedro: Eu sei que à senhora está cansada do meu pai, não gosta da vida social que ele te proporciona, e à senhora está idealizando no Rodrigo essa subida de vida.
Sueli: O senhor está louco, depois que conviveu com aquela bruxa, à Odete! Eu vou para o meu quarto, eu perdi a fome!

Ana chega no comércio de Regino, juntamente com várias pessoas pobres, com um saco na mão.
Regino: Senhora Ana, mas que tumulto é esse na minha loja?
Ana: É a revolução da pobreza! Eu estou com este saco cheio de bíblias dentro! E vim ordenar ao senhor, vender essas bíblias no seu comércio, mas a um valor que os pobres possam pagar.
Regino: Mas o que os padres vão pensar?
Ana: O meu marido é muito poderoso juntamente com os padres, nessa cidade, não se esqueça disso! Os padres não irão brigar por causa de uma ação proposta pelo o meu marido e por mim!
Regino: Se é assim, eu vendo essas bíblias que à senhora trouxe, mais baratas!

Em Jerusalém, no acampamento dos católicos, Lúcio chega com outros homens que são muçulmanos. Mateus o vê chegando juntamente com essas pessoas, e vai até ele perguntar quem são.
Mateus: Senhor Lúcio, quem são essas pessoas que o senhor trouxe? Elas não são do acampamento! Eles são novos católicos que chegaram para participar da guerra?
Lúcio: Não, eles são muçulmanos, mas são meus amigos, eles não vão fazer nada com a gente, nem vão contar para os outros muçulmanos o nosso esconderijo!
Mateus: Eu não tenho nada contra! Mas o senhor é louco! O senhor sabe muito bem, que se os guardas católicos descobrirem isso, eles vão ficar furiosos!

Anoitece em São João D' Acre. Olívia vai até a casa de Paulo, para visitá-lo, pensando que à Ana não está na casa. Na sala, ela e o Paulo conversam.
Paulo: Boa noite, senhora Olívia!
Olívia: Boa noite! À senhora Ana está aqui?
Paulo: Está, ela está no quarto com a nossa filha, à Manuela.
Olívia: Eu vim só para matar as saudades! Me beija rápido, antes que a sua esposa venha para cá!
Os dois se beijam na boca.
Olívia: Como o senhor não está sozinho em casa, que era o que eu queria, eu vou embora.

Pedro vai até a casa que Odete está residindo. Na sala, eles conversam.
Odete: Senhor Pedro, o que o senhor está fazendo aqui?
Pedro: Eu só vim te visitar, meu amor!
Odete: Eu não quero que o senhor me visite, se à sua mãe descobrir que o senhor gosta de mim, o senhor vai preso!
Pedro: Para ficar com à senhora, eu fico até na prisão!
Pedro pega Odete de surpresa, e dá um beijo na boca dela.
Odete: Para com isso, Pedro! Para de ficar me beijando!
Pedro: Não paro, porque eu te amo!
Odete: Mas eu também te amo, mas o nosso amor é um perigo, as pessoas vão ficar desconfiadas com as suas idas para essa casa. Eles vão acabar vindo aqui, para saber porque o senhor vem cá, e acabaram me descobrindo. Agora volte para sua casa, e tente me esquecer!
Pedro: Tudo bem, mas não esqueça que eu te amo!

Na igreja, padre Roberto conversa com um guarda da igreja.
Padre Roberto: E aí, o senhor achou à Odete?
Guarda: Não, senhor padre!
Padre Roberto: O quê? O senhor não sabe o perigo que aquela mulher causa para a nossa cidade! Ontem, uma criança e o seu pai morreram pela a doença causada pela à Odete, a praga. Ela é um meio do Diabo, para acabar e perturbar a nossa cidade! Eu quero essa mulher presa! E não demorem para achá-la!
Guarda: Pode deixar, eu mais os outros guardas vão se empenhar mais, para colocá-la na prisão!

Amanhece. Em Damasco, padre Ricardo e Regina estão numa casa, que o padre Ricardo comprou para eles ficarem até voltarem para São João D' Acre. Na sala, eles conversam.
Regina: Padre, quem domina essa cidade?
Padre Ricardo: Os muçulmanos! Até pouco tempo, os católicos dominavam, mas aí os muçulmanos planejaram tomar a cidade, e assim, eles guerrearam, mas os muçulmanos acabaram vencendo. Mas essa cidade, é a cidade dominada pelos os muçulmanos, mais tranquila e em paz. Aqui, eles não perseguem católicos!

Em São João D' Acre, na sala de sua casa, Neusa e padre Reginaldo conversam.
Neusa: Eu já cansei de falar, que eu não quero que o senhor me visite mais! Eu até reclamei isso com o bispo. O senhor quer quer que eu reclame de novo?
Padre Reginaldo: Mas eu só vim saber se à senhora quer se confessar para o perdão de seus pecados! E aliás, o bispo não irá escutar uma pessoa pobre igual à senhora, que doa uma miséria para à igreja.
Neusa: À igreja já é rica, e quer ficar mais?
Padre Reginaldo dá um beijo na boca de Neusa.

Na igreja, em sua sala, bispo Sebastião conversa com padre Roberto.
Padre Roberto: Bispo, o senhor está sabendo que o padre Ricardo viajou para Damasco, para tratar sobre assuntos religiosos?
Nervoso, bispo Sebastião responde.
Bispo Sebastião: Sim, eu já sabia muito antes que o senhor!
Padre Roberto: Desculpe, senhor bispo, mas porque o senhor está nervoso?
Bispo Sebastião: Eu me sinto tão sozinho, só trabalhando nesse ofício de bispo! Eu sei que sou cercado por padres, mas mesmo assim, eu me sinto sozinho, pois aqui nós só falamos de trabalho e religião, mas nada. Eu não tenho ninguém para me dar carinho e afeto!

Em Jerusalém, em sua casa, Marcelo e Padeceu almoçam. Eles começam a escutar barulho de pessoas cantando e dançando na rua. Eles param de comer, e vão até a rua, para ver o que está acontecendo. Eles veem um grupo de pessoas liderados por Gabriela, dançando e cantando, todos visivelmente mendigos como Gabriela.
Marcelo: Senhora Gabriela, o que à senhora está fazendo?
Gabriela: Aproveitando a vida! O senhor mais o Padeceu, venham dançar com a gente!
Marcelo: Tá bom, mas só até eu e o Padeceu voltarmos para os nossos comércios.

Em São João D' Acre, no comércio de Paulo, Rodrigo vai até à sala de seu chefe.
Rodrigo: Senhor Paulo, eu preciso me desabafar com o senhor, pois eu não estou aguentando mais não contar isso para alguém!
Paulo: Conte!
Rodrigo: Eu estou apaixonado por uma muçulmana!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, Padeceu chega à casa de Marcelo, para entregar as flores que o Marcelo pediu.
Padeceu: Aqui as flores para o senhor presentear à Gabriela, Marcelo!
Marcelo: Obrigado, Padeceu! O senhor é um grande amigo mesmo!
Padeceu: Que nada! Eu só quero ver o seu novo romance, pelo menos estou torcendo para que aconteça!
Marcelo: Eu também estou na expectativa!
Padeceu: Por que o senhor não vai atrás dela agora, para entregar essas flores?
Marcelo: Mas à noite?
Padeceu: O que é que tem? O senhor está com medo da escuridão?
Marcelo: Não! Para mostrar que eu não tenho medo, eu vou agora procurar à Gabriela!

Em São João D' Acre, padre Ricardo vai até à casa de Regina, de carruagem, para buscá-la, para eles irem para à cidade de Damasco.
Padre Ricardo: À senhora está pronta?
Regina: Óbvio! Eu já falei com a empregada para ela ficar cuidando do meu filho, André, enquanto eu estiver fora de casa. E o senhor, ninguém desconfiou de nada não?
Padre Ricardo: Não, eu falei que iria viajar para tratar de assuntos religiosos. À noite, ninguém irá ver que à senhora está indo comigo!
Regina: Então, vamos?
Padre Ricardo: Vamos!

Amanhece em São João D' Acre. Rodrigo vê que Ana está triste em seu quarto, e vai até ela, para consolá-la.
Rodrigo: Por que à senhora está triste, irmã?
Ana: Eu estava pensando justamente no senhor!
Rodrigo: Em mim?
Ana: Eu queria ser igual ao senhor, irmão! Ser bonita, apaixonada, carismática e sem rancor e ódio no meu coração!
Rodrigo: Só basta à senhora querer!
Ana: Não, só depende da sociedade e das autoridades que governam o mundo!
Depois disso, Ana sai do quarto, deixando Rodrigo pensativo, e vai para à cozinha.
Rodrigo: Eu não entendi o que ela quis dizer!

No seu comércio, Paulo está na sua sala, beijando na boca de Olívia.
Paulo: Senhora Olívia, eu estou querendo ir embora da minha casa!
Olívia: Como assim?
Paulo: O pior que nem é da minha casa, eu estou querendo ir embora da minha vida atual! Eu me arrependi de tantas coisas! Como ter casado com à Ana, viver um casamento que não acontece! A única coisa boa do nosso casamento é a minha filha, Manuela. Eu queria poder me relacionar com à senhora!
Olívia: Mas nós temos um relacionamento!
Paulo: Escondido, eu queria poder mostrá-lo para todos!
Os dois se beijam na boca.

Em Jerusalém, na casa de Maria, Isabela está na sala com as suas malas prontas, se despedindo da sua prima.
Isabela: Maria, eu não quero ver à senhora chorando!
Maria: À senhora tem certeza que vai? À senhora vai de quê mesmo?
Isabela: Eu vou à cavalo com outros muçulmanos que estão indo para lá.
Maria começa a chorar.
Maria: Então vai logo, antes que o seu pai volte da casa de um amigo muçulmano dele.
Isabela: Tudo bem!
As duas se abraçam.
Isabela: Até mais ver, minha prima louca!
Maria: Até mais ver, e não esqueça de conseguir pegar o bonitão do Rodrigo!
Isabela: Pode deixar!
Isabela sai de casa, e Maria fica chorando.

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, na igreja, padre Roberto vai até a sala de bispo Sebastião, para conversar com ele.
Padre Roberto: Nas nossas investigações, senhor bispo, nós concluímos que à Odete não está morta, como o senhor Pedro disse, pois as doenças ocorridas pela à praga ainda persistem nesta cidade.
Bispo Sebastião: Pois então, mandem prender o senhor Pedro e achem essa bruxa!
Padre Roberto: Mas bispo, não se esqueça que ele é filho de uma família católica, principalmente a mãe dele que é uma católica fervorosa!
Bispo Sebastião: A família é rica?
Padre Roberto: Não, mas também não é muito pobre!
Bispo Sebastião: Mas se não é rica, não ajuda na mudança da minha decisão! Por isso, podem prendê-lo, a família pode reclamar, mas os pobres não são atendidos mesmo nessa cidade, então, deixem eles reclamarem em vão!
Padre Roberto: Como o senhor quiser! O difícil será achar a bruxa!

Em Jerusalém, em sua casa, Maria vê Isabela no quarto, arrumando as malas.
Maria: Isabela, a senhora estar arrumando as suas coisas para quê?
Isabela: Eu decidi ir para São João D' Acre, atrás do Rodrigo, o meu amor!
Maria: Não se esqueça que lá é uma cidade dominada pelos os católicos, lá quase não tem muçulmanos. E quando descobrem que algum muçulmano mora lá, eles prendem e matam ele.
Isabela: Eu corro esses riscos, mas vou atrás da minha paixão!

Em São João D' Acre, no seu comércio, Paulo observa que Rodrigo está trabalhando um pouco distraído.
Paulo: Rodrigo, desculpe perguntar, mas o senhor não está com o seu pensamento aqui no trabalho.
Rodrigo: Hoje, eu estou um pouco reflexivo!
Paulo: Me conte a verdade, de homem para homem, aposto que é em mulher que o senhor está pensando.
Rodrigo pensa:
Rodrigo: Ele acertou, eu estou pensando na minha grande paixão, a Isabela!
Paulo: Fala, Rodrigo, a mulher que o senhor está pensando.
Rodrigo: Deixe para lá, vamos voltar a trabalhar!

Em Jerusalém, no seu comércio, Marcelo conversa com Padeceu.
Marcelo: Padeceu, faz um favor para mim? Procure flores por aí, e me dê, para eu dar para a Gabriela.
Padeceu: Gabriela é aquela mulher que o seu falecido filho engravidou?
Marcelo: Sim!
Padeceu: Marcelo, o senhor está querendo se relacionar com ela?
Marcelo: Vamos ver!

Anoitece em Jerusalém. Felipe procura por Gabriela na rua, até que ele à acha.
Felipe: Oi, minha gostosa!
Gabriela: Oi, meu lindo!
Felipe: Pelo o que eu te paguei, a senhora aprendeu direito a me elogiar!
Gabriela: Mas eu estou te elogiando naturalmente, não por obrigação!
Felipe: Eu quero à senhora para mim de novo!
Gabriela: Depende do que o senhor trouxe para mim, hoje!
Felipe: Algumas joias, não são tão caras, mas dá para usar
Gabriela: Quem é mendigo, não se importa com a qualidade dos presentes que ele ganha! Nós vamos nos relacionar onde?
Felipe: Ali numa rua deserta, que tem alguns matos pelos lados.Vamos?
Gabriela: Tudo bem!

Padeceu chega à casa de Marcelo, para entregar as flores que o Marcelo pediu.
Padeceu: Aqui as flores para o senhor presentear à Gabriela, Marcelo!

Mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, padre Ricardo vai até à casa de Regina. Na sala, eles conversam.
Padre Ricardo: Senhora Regina, eu vou viajar para Damasco, que é uma cidade que fica um pouco perto daqui de São João D' Acre, é uma cidade bela, confortável e encantadora. Eu estou pensando em levar à senhora comigo, mas em segredo. À senhora aceita?
Regina: É claro que eu topo! Eu deixo o meu filho, o André, aos cuidados da empregada. Onde o senhor ir, eu também vou atrás, meu amor.
Padre Ricardo: Nós não podemos de jeito nenhum, deixar alguém da igreja, descobrir o nosso caso, seria um escândalo muito grande, para à senhora e para mim, nós seríamos punidos severamente.
Regina: Eu te amo, padre!
Os dois se beijam na boca.

Em sua casa, na sala, Sueli observa o local atentamente. Pedro chega na sala, e estranha o comportamento da sua mãe.
Pedro: Mãe, o que à senhora está pensando?
Sueli: Eu estava olhando os locais da minha casa, e imaginado uma coisa. Eu sei que isso é pecado, mas eu vou desabafar com o senhor, meu filho. Eu estava imaginando o José, andando e fazendo às suas coisas aqui em casa.
Pedro: Por que, mãe?
Sueli: Eu queria ser uma mulher da sociedade, uma mulher chique, e o seu pai não proporciona isso para mim, por isso eu estava imaginando essa vida para mim com o José, pois ele me proporcionaria esse estilo de vida.

Amanhece em São João D' Acre. No quarto, Regino e Sueli acordam, mas permanecem na cama.
Regino: Sueli, eu escutei o que à senhora falou para o Pedro, ontem. Eu estava na cozinha, escutando tudo, escondido.
Sueli: Regino, não me interprete mal, tenta me entender, eu amo é o senhor, mas eu sempre quis pertencer à aquele estilo de vida, e por isso eu me estava imaginando com o José.
Regino: Sueli, eu vou fingi que acredito! Eu acho melhor a gente dá um tempo para nós dois, para refletirmos o nosso futuro! Eu vou para o meu comércio, trabalhar!

Em Jerusalém, no acampamento dos católicos, em uma das barracas, Lúcio e Mateus conversam.
Lúcio: Mateus, eu estou com tanta saudade de São João D' Acre! Principalmente da Olívia, à mulher que eu amo!
Mateus: O senhor não sente saudade da sua família, não?
Lúcio: É claro que eu sinto, mas à Olívia é o meu grande amor, e me entristece mais longe dela!
Mateus: Eu entendo! São os males do amor!

Na igreja, padre Roberto vai até à sala de bispo Sebastião, para conversar com ele.
Padre Roberto: Nas nossas investigações, senhor bispo, nós concluímos que à Odete não está morta, como o senhor Pedro disse, pois as doenças ocorridas pela à praga ainda persistem nesta cidade.
Bispo Sebastião: Pois então, mandem prender o senhor Pedro e ache essa bruxa!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, padre Reginaldo vai até à casa de Neusa, ao chegar lá, ele fala:
Padre Reginaldo: Eu vim para o almoço, senhora Neusa!
Neusa: Eu não convidei o senhor para almoçar, padre!
Padre Reginaldo: Mas eu vim mesmo assim, pois os fiéis devem servir os padres! Nós podíamos morar num logar maravilhoso, senhora Neusa, um lugar bonito, um verdadeiro paraíso.
Neusa: Eu não estou entendendo essa conversa! O que o senhor está querendo dizer?
Padre Reginaldo: É o meu sonho senhora Neusa, ficar com à senhora num lugar que se pareça um paraíso. Eu não posso mais sonhar não?
Neusa: Sonhar pode, mas não um sonho louco e impossível! Eu já falei para o senhor parar de pensar essas loucuras comigo!
Padre Reginaldo: Cale a boca, sua pobretona, gente pobre que nem à senhora, tem que me escutar e me obedecer, me sirva este almoço logo.
Neusa: Eu não vou lhe servir nada! Eu não vou deixar o senhor ficar me humilhando na minha casa, se o senhor não sair daqui, eu vou contar para o bispo às loucuras que o senhor fala.
Padre Reginaldo: Eu vou, mas eu volto, senhora Neusa!

Pela primeira vez, depois da morte de José, Regina vai para um de seus comércios, para se apresentar para os funcionários, como à nova chefe deles.
Regina: Boa tarde, a todos!
Funcionários: Boa tarde, senhora Regina!
Regina: Eu quero me apresentar como à nova chefe dos senhores, ou seja, como o meu marido morreu, alguém tem que ficar administrando os comércios que era dele, e esse alguém sou eu. Eu quero que os senhores me obedeçam ao extremo, tudo que eu pedir e ordenar, eu quero que seja cumprido, e eu quero que os comércios continuem dando lucro, gerando muitas riquezas.
Regina aponta para um de seus funcionários.
Regina: Pegue uma joia para mim, de alto valor de preferência, eu quero usar e abusar dessas joias caras!
Funcionário: Claro!

Ana vai até à igreja, para conversar com o bispo Sebastião. Na sala do bispo, eles conversam.
Ana: Bispo Sebastião, eu preciso conversar com o senhor uma coisa séria!
Bispo Sebastião: Estou à ouvidos, minha filha!
Ana: Eu vim reclamar dos senhores padres desta igreja, que comandam esta cidade! Eu não concordo dos pobres não poderem ter bíblias, só os ricos que podem, e ainda assim, a língua escrita das bíblias é o latim, não traduziram ainda para ela se tornar acessível a todos. Para as bíblias serem acessíveis a todos, os senhores também devem abaixar o preço das bíblias que são caríssimas, justamente, para o pobre não poder comprar, e os ricos sim.
Bispo Sebastião: Senhora Ana, já está anotado à sua sugestão!
Ana: Como o senhor é falso e hipócrita, só me trata bem, porque eu sou filha do José, mas na verdade, o senhor está com muita raiva de mim, por eu ter falado isso tudo. Eu me envergonho dos senhores, ditadores de regras e absurdos! Eu vou-me embora, eu sei que essas minhas críticas não adiantarão de nada!

Anoitece em São João D' Acre. Ao chegar em casa, depois de ter trabalhado em seus comércios, Paulo estranha o movimento de pessoas na sua sala, e nota que elas têm características de serem pobres. Ele então pergunta à Ana, o que está acontecendo:
Paulo: Ana, o que está acontecendo aqui?
Ana: Um bazar! Eu comprei muitas bíblias hoje nos comércios da cidade, e agora eu estou doando para os pobres, que não têm dinheiro para comprá-las, e que nós sabemos que o governo encarece a bíblia de propósito para os pobres não sentirem nem o cheiro delas.
Paulo: E à Manuela, nossa filha?
Ana: Ela está lá em cima, com à empregada.
Paulo: Vou lá vê-la.

Padre Ricardo vai até à casa de Regina. Na sala, eles conversam.
Padre Ricardo: Senhora Regina, eu vou viajar para Damasco, que é uma cidade que fica um pouco perto daqui de São João D' Acre, é uma cidade bela, confortável e encantadora. Eu estou pensando em levar à senhora comigo, mas em segredo. À senhora aceita?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, padre Roberto vai até à casa de Regino e Sueli, para conversar com Pedro. Na sala, eles se encontram.
Padre Roberto: Senhor Pedro, eu quero que o senhor seja sincero, se não, o senhor poderá sofrer duras consequências depois. À Odete está morta mesmo, como o senhor tinha dito?
Pedro: Está, padre! Eu sofro por isso até hoje, pois eu amava ela! Eu tenho vergonha de dizer isso, por eu ser católico, e ter se apaixonado por uma bruxa, mas aconteceu, eu não tive como escapar deste amor.
Padre Roberto: O senhor está cometendo um pecado grave, senhor Pedro! Estar apaixonado por uma bruxa, ela pode estar morta, mas só do senhor estar apaixonado, continua sendo um pecado gravíssimo, pois um católico não pode se apaixonar por uma pessoa que espalhou doenças pela a cidade juntamente com o diabo. O senhor precisa rezar muito, para Deus perdoar o seu pecado e lhe tirar essa paixão do coração. Eu espero que o senhor tenha falado a verdade, que ela provavelmente tenha morrido, se não, o senhor será penalizado perante a justiça do mundo e a de Deus.

Em Jerusalém, na casa de Maria, no quarto de Isabela, Isabela e Maria conversam.
Isabela: Maria, já faz muito tempo que o Rodrigo foi para São João D' Acre, e até agora não voltou. Quer dizer que ele não me ama, se não, ele teria voltado para cá para me ver. Eu preciso saber se ele continua me amando, ou se aconteceu alguma coisa para ele não ter voltado.
Maria: E como à senhora vai descobrir?
Isabela: Eu estou pensando em ir para São João D' Acre!
Maria: À senhora está louca, com quem à senhora vai?
Isabela: Eu vou com algum grupo de muçulmanos que vai para lá, para atacar os católicos.
Maria: À senhora andando com esses muçulmanos, é perigoso à senhora morrer junto com eles por causa dos católicos!
Isabela: Maria, eu sei o que eu estou fazendo!

Amanhece em Jerusalém. Rodrigo vai até à casa de Regina, para visitá-la. Na sala, eles conversam.
Rodrigo: Bom dia, senhora Regina!
Regina: Bom dia, senhor Rodrigo!
Rodrigo: Senhora Regina, eu vim aqui visitá-la, pois tem muito tempo que nós não se vemos, e à senhora faz parte da minha família, eu tenho muito apreço pela à senhora.
Regina: É assim que eu sinto, mas eu sinto mais além, que nós podemos ir além de ser uma família, e sim, sermos mais íntimos um do outro.
Rodrigo: Como está o meu irmão?
Regina: Está muito bem, ele ainda não acordou, uma pena, pois iria adorar ver o senhor. Quando ele acorda, é à minha empregada que vai lá cuidar dele, só depois que eu vejo que eu estou com disposição de cuidar dele, que eu vou lá cuidá-lo.
Rodrigo: Eu queria tanto vê-lo! Mas senhora Regina, eu concordo plenamente de nós sermos mais íntimos, pois um precisa confiar no outro.
Regina: Até agora o senhor não me entendeu! Eu quis dizer isso...
Regina beija na boca de Rodrigo. Depois de beijá-lo, Rodrigo se aborrece com ela:
Rodrigo: O que é isso, senhora Regina? À senhora está louca? Eu imaginando que à senhora estava falando de família! Eu vou me embora, quando à senhora se melhorar da sua loucura, eu volto para visitar o meu irmão.

Em Jerusalém, Marcelo vai até um templo muçulmano, para conversar com o líder religioso da cidade.
Marcelo: Sacerdote, eu sei que é o senhor que cuida dos assuntos criminais da cidade, pois o senhor é um dos que mandam nessa cidade. O senhor precisa me ajudar! Eu quero que prendem ou matem o católico que matou o meu filho!
Sacerdote: O senhor sabe quem é?
Marcelo: Não! O problema é isso! Mas é só o senhor mandar investigar, ou culpar todos os católicos por esse crime.
Sacerdote: Tudo bem, senhor Marcelo! Eu vou mandar investigarem o crime da morte de seu filho, dependendo do resultado da investigação, eu decidirei sobre como punir o criminoso.

Na casa de Maria, na sala, Felipe, Isabela e Maria conversam.
Isabela: O senhor está gostando da minha tristeza, não é, pai?
Maria: O que é isso, Isabela? Como à senhora fala assim com o seu pai?
Felipe: Deixa Maria, ela está triste por causa daquele católico desgraçado!
Isabela: Não chama ele de desgraçado, pai! Se há alguém errado nessa história é o senhor, que foi contra o nosso namoro, e por isso, me afastou dele, que foi embora para a cidade dele, e não voltou mais.
Felipe: E tomara que não volte, que fique por lá, matando os muçulmanos que moram lá, e explorando dos católicos pobres, que tem que fazer tudo que os católicos poderosos e os padres mandam.
Isabela grita bem alto para o seu pai:
Isabela: O Rodrigo não é assim!
Felipe dá um tapa no rosto de sua filha.
Felipe: Nunca mais responda o seu pai! Vá para o seu quarto agora!
Isabela: Com o maior prazer!
Maria: Eu também vou para o meu quarto, pois o que eu vi nessa sala, foi um absurdo!

Padre Reginaldo vai até à casa de Neusa, ao chegar lá, ele fala:
Padre Reginaldo: Eu vim para o almoço, senhora Neusa!

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

As cruzadas


No capítulo anterior, na casa que Odete está residindo, Odete conversa com Pedro.
Odete: Pedro, eu preciso falar uma decisão que eu tomei muito triste, que me entristeceu profundamente, mas que vai ser melhor para nós. Eu não quero mais me relacionar com o senhor, Pedro!
Pedro: Eu não acredito que à senhora está fazendo isso com a gente!
Odete: Tente me entender, é melhor para nós isso! O senhor não vai precisar mais se preocupar comigo, não vai correr mais o risco de ser descoberto por alguém que o senhor me ajuda, e eu vou ficar mais despreocupada em relação ao senhor, sabendo que o senhor está seguro longe de mim. Agora, vá para à sua casa, e me esqueça, por favor!
Pedro: Eu vou, mas eu sei que à senhora não vai conseguir me esquecer fácil!

Em casa, na cozinha, Pedro, Regino e Sueli almoçam.
Sueli: Eu estou tão preocupada com o Lúcio, lá em Jerusalém, ferido. Eu fico me perguntando se ele vai melhorar, ou se ele piorou.
Regino: Sueli, tire da sua cabeça todo pensamento negativo, só pense em coisas positivas!
Sueli: Pedro, meu filho, o senhor está tão calado hoje, à comida que eu fiz está ruim?
Pedro: Não, mãe, não é isso! Eu que não aguento essas regras e costumes fúteis da sociedade!

Em Jerusalém, no acampamento dos católicos, Mateus vai até à barraca que Lúcio está, e o vê em pé.
Mateus: Senhor Lúcio, o que o senhor está fazendo em pé?
Lúcio: Eu vou procurar o muçulmano que me feriu, para matá-lo!
Mateus: O senhor enlouqueceu? O senhor não melhorou o bastante para já estar de pé, e deixa esse homem para lá, se vingar não é bom.
Lúcio: Tudo bem! Aqui, eu sou vigiado mesmo!

Em São João D' Acre, no comércio de Paulo, na sua sala, Olívia vai até ele, para lhe pedir desculpas.
Olívia: Senhor Paulo, me desculpe pelo o beijo que eu lhe dei.
Paulo: À senhora não tem que pedir desculpas, eu gostei e retribui o seu beijo. Eu estou querendo até outro!
Os dois se beijam na boca.

Anoitece em São João D' Acre. Na igreja, padre Roberto conversa com o bispo Sebastião.
Padre Roberto: Bispo Sebastião, eu estava pensando, e cheguei a uma supostamente conclusão. Eu acho que à Odete está viva, e que foi ela que matou o José, ela é à única capaz de fazer uma atrocidade dessas, pois, ela é a responsável pelas doenças que nós chamamos de praga, que está se difundindo pela nossa cidade, matando várias pessoas.
Bispo Sebastião: Nós vamos ter que investigar essa história, padre!

Padre Roberto vai até à casa de Regino e Sueli, para conversar com Pedro. Na sala, eles se encontram.
Padre Roberto: Senhor Pedro, eu quero que o senhor seja sincero, se não, o senhor poderá sofrer duras consequências depois. À Odete está morta mesmo, como o senhor tinha dito?

Termina mais um capítulo de As cruzadas. Amanhã, mais um capítulo às 17:15.